É insider trading se eu comprei puts da Boeing enquanto estava dentro do avião destruído?

Um hipotético viral sobre comprar opções put da Boeing enquanto se está sentado em um jato Boeing danificado leva a uma análise mais ampla do que legalmente conta como insider trading. Os comentaristas explicam que, na lei dos EUA, a პასუხისმგabilidade geralmente depende de negociar com “informação material não pública” obtida por meio de uma relação fiduciária ou confidencial, então um passageiro aleatório reagindo a um acidente que ele próprio presenciou provavelmente estaria em conformidade com a lei. A thread contrasta isso com casos-limite (funcionários, controladores de tráfego aéreo, conversas ouvidas por acaso, diferentes jurisdições) e debate se as regras de insider trading são coerentes ou justas na prática.

Cenário e Conclusão Geral

  • Hipotético de um post meme: um passageiro de uma Boeing cuja porta se solta compra puts da Boeing no meio do incidente.
  • Consenso amplo: nesse cenário, para um passageiro comum, não é insider trading; ele apenas foi o primeiro a agir com base em um evento publicamente observável.

O Que Conta Como Insider Trading

  • Ideia central: a negociação ilegal geralmente exige o uso de informação material, não pública obtida por meio de violação de dever fiduciário ou de confidencialidade, ou via apropriação indevida.
  • Simplesmente vivenciar um produto ou evento “na vida real” (hambúrguer ruim, carro defeituoso, incidente de avião) é tratado como pesquisa legítima, não como informação privilegiada.
  • Vários comentários enfatizam que você pode ser responsabilizado mesmo sendo não funcionário se negociar com base em informação confidencial passada por alguém que tem esse dever.

Informação Pública vs Não Pública

  • Debate sobre o que “público” significa:
    • Alguns argumentam que, assim que um evento pode ser observado por passageiros ou por pessoas com scanners (rádio do ATC), ele é efetivamente público.
    • Outros apontam áreas cinzentas: vazamentos para pequenos públicos, conversas ouvidas por acaso ou newsletters com distribuição limitada.
  • Exemplos citados: slides de M&A ouvidos por acaso em um avião, conversas em café, newsletters com poucos assinantes e telas de resultados vazadas.

Casos-Limite e Funções

  • Perguntas sobre controladores de tráfego aéreo, tripulação, equipe de manutenção, socorristas, jornalistas e CEOs no voo.
  • Muitos observam que as próprias políticas dos empregadores são mais rígidas (janelas de blackout, proibição de opções) e vão além do mínimo legal.
  • Alguns cenários seriam claramente ilegais para insiders, mas legais para terceiros sem ligação (por exemplo, fundos hedge usando dados de cartão de crédito ou de satélite).

Diferenças Jurisdicionais

  • Comentários destacam que as definições variam:
    • EUA: ênfase em violação de dever ou relação de confiança.
    • UE/Reino Unido/Austrália: muitas vezes mais amplas; às vezes qualquer negociação com informação não pública sensível ao mercado é proibida, mesmo sem relação com a empresa.
  • Um teste específico do Reino Unido foi mencionado: especificidade, materialidade e caráter não público, com “público” às vezes ligado ao número de pessoas que sabem.

Debate Ético e de Justiça

  • Um grupo chama insider trading de “sem vítima” e algo que aumenta a eficiência; outro compara à venda de uma casa ocultando defeitos conhecidos.
  • Frustração com a percepção de duplo padrão: legisladores e insiders poderosos aparentemente negociam impunemente enquanto outros são processados.

Notas Metanarrativas e Culturais

  • A thread observa que a pergunta vem do WallStreetBets e a trata em parte como meme.
  • Vários fazem piadas com o trocadilho (“inside” no avião), bots de arbitragem observando dados ADS-B e representações fictícias (por exemplo, Bond, programas de TV).