Sam Neill morreu
A notícia da morte do ator Sam Neill, aos 78 anos, gerou reflexões sobre a sua carreira ampla, desde papéis icónicos em “Jurassic Park”, “The Hunt for Red October” e “Event Horizon” até favoritos de culto como “Possession”, “In the Mouth of Madness”, “Hunt for the Wilderpeople” e a minissérie “Merlin”. Os comentaristas destacam a sua importância cultural na Nova Zelândia, Austrália, Suécia e além, recordando desde a sua influência em carreiras de tecnologia até a sua interpretação, inspirada pelo ativismo, do design da bandeira australiana em “Event Horizon”. Muitos também usam a sua partida para refletir sobre o envelhecimento, a perda de heróis de infância e a capacidade duradoura dos filmes antigos de cativar novas gerações.
Reação geral
- Luto e choque generalizados com a sua morte, com muitos a descrevê-lo como um ator favorito ou formativo.
- Forte sensação de perda geracional: comentaristas observam que heróis de infância estão a morrer e que as novas figuras culturais parecem menos identificáveis.
- Vários descrevem-se como invulgarmente emocionados com a morte de um ator, sublinhando a perceção de calor humano, honestidade e personalidade de “bom homem” que lhe atribuíam.
Papéis mais discutidos e recomendações
- Jurassic Park domina as memórias: experiências cinematográficas marcantes na infância, inspiração para obsessões por dinossauros e até carreiras em tecnologia (por exemplo, descobrir Unix/Linux).
- Event Horizon é muito discutido: elogiado como um dos argumentos mais assustadores e pela sua transformação; alguns ligam-no ao conceito de “warp” de Warhammer 40k; outros acham que “horror no espaço” e naves mal iluminadas são clichés.
- Fãs de terror destacam In the Mouth of Madness e Possession (1981) como cinema lovecraftiano ou “louco” quase perfeito; há avisos fortes para evitar a versão americana antiga, mutilada, de Possession.
- Outros favoritos frequentemente citados: Hunt for the Wilderpeople, The Dish, Reilly: Ace of Spies, The Hunt for Red October, Omen III, Merlin (minissérie de TV), Bicentennial Man, Ivanhoe (1982), The Tudors, My Brilliant Career, The Twelve e a série de natureza/viagem Untamed.
- Vários comentaristas incentivam os outros a procurar obras menos conhecidas, especialmente Hunt for the Wilderpeople, Reilly: Ace of Spies e Merlin.
Identidade nacional e bandeiras
- Forte ênfase em Neill como um “tesouro nacional” da Nova Zelândia, embora também seja reivindicado pela Austrália e pela Irlanda do Norte.
- Digressão detalhada sobre as bandeiras australiana e neozelandesa e a sua bandeira australiana “do futuro” em cena, usando a bandeira aborígene no lugar da Union Jack, vista como uma visão esperançosa de uma Austrália republicana e mais inclusiva.
- Discussão lateral prolongada sobre o referendo falhado da bandeira da Nova Zelândia e designs alternativos humorísticos (por exemplo, “Laser Kiwi”).
Envelhecimento, cultura e tradições
- Reflexões sobre poder partilhar filmes e jogos antigos com gerações mais jovens, à medida que a estética dos media modernos parece cada vez mais “convergente”.
- Comentadores suecos explicam que Ivanhoe é uma tradição televisiva do Dia de Ano Novo de várias décadas, valorizada como um visionamento calmo e belamente filmado para “ressaca”, análogo às tradições de filmes festivos noutros países europeus.
Saúde e atitude perante a vida
- Recordação de uma entrevista em que ele minimizou o “interesse” do seu cancro em favor de se concentrar em viver, interpretada como uma priorização genuína da vida em detrimento da doença.