O Programa de Upgrade do iPhone está sendo substituído pelo Apple Upgrade
A Apple está substituindo seu iPhone Upgrade Program — um esquema de financiamento a 0% em que os clientes se tornavam donos dos telefones após 24 meses — pelo “Apple Upgrade”, um leasing apoiado pela Klarna que também se estende a Macs, iPads e Apple Watches. Os comentaristas analisam como o novo modelo muda da propriedade para o leasing, com parcelas mensais menores, mas um grande valor de compra no fim, potencialmente empurrando os usuários para upgrades perpétuos e um lock-in mais forte no ecossistema, especialmente diante de penalidades e riscos se um dispositivo alugado for perdido ou danificado. Embora alguns vejam valor em um leasing sem juros que preserva o fluxo de caixa e simplifica upgrades frequentes, outros criticam a iniciativa como uma forma de esconder o aumento dos preços do hardware, enfraquecer o mercado de usados e reforçar a tendência mais ampla de “você não possuirá nada” na tecnologia de consumo.
Mudanças no programa e mecânica
- Antigo iPhone Upgrade Program (IUP):
- Empréstimo de 24 meses com 0% via Citizens Bank; você era dono do telefone.
- AppleCare+ (muitas vezes com roubo/perda) incluído.
- Projetado para upgrades anuais fáceis após 12 pagamentos.
- Novo Apple Upgrade:
- Leasing via Klarna, cobre iPhone, iPad, Mac, Apple Watch.
- “money factor” de 0%, mas estruturado como leasing com um pagamento residual (buyout).
- No fim do prazo (12/24/36 meses), você pode: devolver/fazer upgrade, comprar, ou estender mês a mês.
- AppleCare+ não está mais incluído por padrão.
- iPhones são desbloqueados, mas precisam ser ativados em pós-pago da AT&T/T-Mobile/Verizon (sem pré-pago/MVNO no momento da adesão).
Cálculos financeiros e trade-offs
- Para quem faz upgrade anualmente, leases de 12 meses mais devolução podem se aproximar do custo “comprar + troca” do bolso, com menos complicação.
- Em leases de iPhone de 2 anos, os usuários pagam ~2/3 do MSRP e depois enfrentam um buyout de ~$400+, que muitos podem recusar e, em vez disso, rolar para outro leasing.
- Alguns veem isso como um empréstimo sem juros que preserva caixa e pode ser ideal para empresas ou compradores de ponta.
- Outros veem como uma forma de esconder aumentos de preço, empurrar as pessoas para pagamentos perpétuos e remover a propriedade automática em 24 meses que o IUP oferecia.
Leasing vs. propriedade e “você não possuirá nada”
- Defensores: leasing é uma ferramenta normal de alocação de capital (como carros), adiciona flexibilidade e é melhor do que cartões de crédito com APR alto ou planos de operadoras.
- Críticos: fazer leasing de telefones parece distópico; incentiva pensamento de curto prazo, enfraquece o direito ao reparo/revenda e se encaixa no medo de “você não possuirá nada”.
- No thread, é forte o apego emocional à propriedade total e à aversão à dívida.
Risco, seguro e Klarna
- Sem AppleCare+ Roubo/Perda, um telefone alugado perdido ou roubado pode gerar grandes taxas de encerramento antecipado ou de compra; isso é visto como duro para usuários de menor renda.
- Vários comentaristas chamam a Klarna e os modelos BNPL de predatórios; outros respondem que o leasing da Apple em si é 0% e que as taxas só se aplicam em caso de problemas.
- Há preocupação com um rumor de “modo restrito” no nível do sistema operacional para limitar remotamente dispositivos alugados após pagamentos em atraso.
Cadência de upgrade, meio ambiente e revenda
- Muitos relatam usar os telefones por 3–7+ anos; outros ainda fazem upgrade anual, muitas vezes por melhorias na câmera.
- Debate sobre se a Apple vai recondicionar e revender os dispositivos devolvidos ou triturar alguns para evitar canibalizar novas vendas.
- O leasing é visto como uma forma de a Apple:
- Normalizar ciclos de 2–3 anos.
- Retomar o controle do hardware usado e do mercado secundário.
- Potencialmente vender cada dispositivo duas vezes (novo + recondicionado).
Operadoras, alternativas e casos de borda
- A exigência de pós-pago das “Big 3” é um impeditivo para alguns usuários de MVNO/pré-pago.
- Alguns preferem comprar telefones mais baratos ou usados à vista, ou mudar para Android/GrapheneOS, para evitar tanto dívida quanto lock-in de plataforma.