Um site que acompanha o preço de um Big Mac em cada McDonald’s dos EUA
Um projeto colaborativo mapeia os preços do Big Mac em unidades do McDonald’s nos EUA, revelando diferenças regionais e até de quarteirão surpreendentemente grandes, impulsionadas pela autonomia das franquias, custos locais e mercados cativos como paradas de rodovia. Os comentaristas comparam essa visão granular ao Big Mac Index da Economist, questionam o quão significativo é um único preço “nacional” e observam como cupons no app e sobretaxas de entrega permitem uma discriminação de preços agressiva. A discussão também aborda o problema mais amplo da acessibilidade do fast food, as trocas de privacidade nos apps de restaurantes e como os incentivos corporativos e das franquias moldam o que os consumidores acabam pagando.
Variação de preço do Big Mac e geografia
- Os comentaristas se surpreendem com o quanto os preços variam, até mesmo dentro da mesma área metropolitana ou ao longo de uma única rodovia.
- Havaí e partes do Nordeste são caros, como esperado, mas há um notável agrupamento de preços altos no Arizona e em partes do Sudoeste.
- Na região da Baía de São Francisco, os condados do East Bay são visivelmente mais baratos do que a Península/South Bay; gradientes intra-metropolitanos semelhantes aparecem em outros lugares.
- O oeste rural dos EUA tem cobertura esparsa; uma discussão aponta para um trabalho mostrando que o ponto mais distante de qualquer McDonald’s nos 48 estados contíguos fica a ~115 milhas.
Franquias, custos locais e poder de precificação
- A maioria dos locais são franquias; os franqueados geralmente definem os preços dentro de certos limites, o que leva a variações locais.
- Fatores citados: aluguel, custos de mão de obra/salário mínimo, impostos, frete, serviços públicos, seguro e volume de tráfego.
- Alguns argumentam que os preços são determinados principalmente pelo que o mercado aceita pagar, e não pelo custo, especialmente em locais de grande movimento ou com público cativo.
Arizona, pedágios e exceções em postos de gasolina
- Os preços altos no Arizona são atribuídos por alguns a um franqueado dominante e ao frete; outros observam que a concorrência deveria limitar isso, mas talvez não o faça se os consumidores forem menos sensíveis a preço.
- O Big Mac mais caro fica em uma área de serviço da Mass Pike em Lee, MA; o seu equivalente “do outro lado da rodovia” custa mais de US$ 1 a menos, apesar de estar geograficamente muito perto.
- Locais em rodovias pedagiadas, aeroportos e áreas turísticas são repetidamente citados como exceções extremas de preço devido à baixa concorrência e a contratos especiais com o estado.
Fonte de dados, raspagem e limitações
- O dono do site explica que raspou os preços do app do McDonald’s usando Appium; depois o McDonald’s bloqueou o raspador.
- Os dados estão um tanto desatualizados (muitas vezes ~10 meses), então vários usuários apontam discrepâncias em relação aos preços atuais.
- A cobertura não é realmente de “todas” as lojas; alguns locais estão ausentes.
Comparações: Big Mac Index e contexto internacional
- Múltiplas referências ao Big Mac Index da The Economist; alguns o criticam por condensar preços locais altamente variáveis em um único valor nacional.
- A discussão aborda desvalorização cambial versus poder de compra local (por exemplo, Indonésia) e as refeições mais baratas do Japão, frequentemente percebidas como de qualidade superior, em comparação com o fast food dos EUA.
- Usuários observam que os EUA agora estão entre os países com maior preço do Big Mac no mundo.
Apps, cupons, entrega e discriminação de preços
- Diz-se que o app do McDonald’s permite uma discriminação de preços agressiva: os preços normais são altos, mas cupons no app podem reduzir substancialmente os custos para usuários atentos.
- Alguns argumentam que a maioria dos clientes não usa o app; outros relatam uso intenso do app em certos locais.
- Várias mensagens reclamam que, ao selecionar entrega no app, os preços do menu sobem silenciosamente, além das taxas explícitas de entrega e sobretaxas.
- Há um debate paralelo sobre se a entrega é “incrivelmente barata” ou muito mais cara do que há uma década, e sobre quanto das comissões dos apps de entrega é embutido nos preços base.
- Surgem preocupações com privacidade em torno do rastreamento de localização sempre ativo e do compartilhamento de dados via app; outros minimizam o custo adicional de privacidade além dos dados do cartão de crédito.
Concorrência e comportamento do consumidor
- Alguns esperam que a competição econômica básica (por exemplo, Five Guys, In-N-Out, restaurantes locais) imponha pressão de baixa; outros observam que lealdade à marca, hábito e informação imperfeita enfraquecem esse efeito.
- Há debate sobre se o McDonald’s ainda qualifica como “barato” dado o preço atual em comparação com a qualidade e o serviço.
Salários, custos e correlação com preços
- Alguns links e relatos examinam se salários locais mais altos se correlacionam diretamente com preços mais altos do Big Mac; as evidências apresentadas são mistas ou fracas.
- Alguns sugerem que salários mais altos podem ser compensados por medidas de eficiência (totens de autoatendimento, menos funcionários).
Política, boicotes e relações públicas
- Um artigo de notícias vinculado observa o McDonald’s enfrentando boicotes por posições geopolíticas.
- Um lado afirma que boicotes são eficazes e afetaram as vendas; outro afirma que eles não funcionam materialmente ou que confundem flutuações de ações com mudanças na demanda.
Reflexões mais amplas
- Vários usuários comentam que o fast food nos EUA ficou caro o bastante para que restaurantes com serviço à mesa ou cozinhar em casa sejam competitivos.
- Outros observam que o McDonald’s continua atraente por estar em toda parte, ter disponibilidade 24 horas em alguns lugares e oferecer qualidade previsível (ainda que baixa).