Apple vendeu uma estimativa de 180 mil unidades do Vision Pro durante o primeiro fim de semana de pré-encomendas
O headset de realidade mista Vision Pro da Apple é estimado em cerca de 180 mil unidades vendidas no seu primeiro fim de semana de pré-encomendas, gerando mais de US$ 600 milhões em receita, mas ainda representando uma fração minúscula do negócio geral da Apple. Os comentadores ponderam se isso é um bom começo para um dispositivo de nicho e de primeira geração de “computação espacial” ou algo decepcionante em comparação com sucessos de massa como o iPhone, enquanto destacam preocupações com preço, duração da bateria, conforto e se os primeiros compradores são principalmente desenvolvedores, entusiastas ou cambistas. Muitos esperam que versões futuras, mais baratas ou não “Pro” — e casos de uso cotidianos mais claros — determinem se o produto alguma vez alcançará adoção mainstream.
Escala das pré-encomendas e contexto de receita
- 180 mil unidades a cerca de US$ 3.500 implicam cerca de US$ 630 milhões em pré-encomendas no fim de semana.
- Alguns veem isso como enorme em termos absolutos (mais de meio bilhão em vendas da v1, em um fim de semana).
- Outros observam que é pouco em relação à receita anual de cerca de US$ 390 bilhões da Apple e aos lançamentos do iPhone, e mais comparável a uma linha de acessório de nicho.
- Comparado com cerca de 20 milhões de unidades do Quest (ao longo de vários anos) e cerca de 149 mil unidades do Valve Index, 180 mil parece grande para um headset de ponta.
Significado de mercado e categoria
- Há debate sobre se isso sinaliza um novo negócio relevante ou apenas uma nova fonte de receita inicial e pequena (cerca de uma baixa porcentagem de um dígito do negócio da Apple, se extrapolado).
- Alguns argumentam que VR já é um mercado existente; outros dizem que “computação espacial” é, na prática, uma nova categoria, com casos de uso e público diferentes dos headsets de jogos.
- Surge a visão de que os compradores atuais são em sua maioria desenvolvedores, entusiastas e clientes de alta renda do tipo “preciso ter o novo gadget”.
Preço, futuras gerações e adoção
- Muitos esperam ou exigem um modelo não Pro abaixo de US$ 2.000 para chegar ao mercado de massa; outros duvidam que algum dia chegue perto de US$ 500.
- Alguns acham que, se um modelo mais barato não aparecer em cerca de 18 meses, o produto corre o risco de virar mais um experimento de nicho.
- Vários planejam esperar pelas gerações 2 a 4, citando as concessões da geração 1 e a experiência passada com hardware inicial de iPad/Watch e seus ciclos de suporte.
- Contraponto: historicamente, a Apple começa com modelos “Pro” de alta gama e depois adiciona variantes mais baratas, às vezes reduzindo preços ou descontando modelos mais antigos.
Casos de uso e ergonomia
- Há forte interesse em configurações virtuais com múltiplos monitores, produtividade imersiva e algum jogo, mas ceticismo quanto ao uso o dia todo devido ao peso e à tensão no pescoço.
- Debate-se se ele pode substituir um MacBook Pro ou se é mais parecido com um dispositivo de classe iPad ou com uma substituição de monitor em casa.
Duração da bateria, energia e mobilidade
- A bateria de 2 horas é vista como uma limitação importante; sugerem-se baterias externas, troca de baterias ou simplesmente usá-lo conectado à tomada.
- Voos de longa duração e assentos premium de viagem com tomadas são citados como cenários realistas de uso.
Oferta, cambistas e confiabilidade dos dados
- Estimativas de que a produção de micro-OLED possa limitar a produção de 2024 a cerca de 1 milhão de unidades; 180 mil em um fim de semana seriam, então, significativos.
- Persistem dúvidas sobre que parte das pré-encomendas é de cambistas versus compradores genuínos, especialmente com disponibilidade apenas nos EUA e limites por residência.
- Há algum ceticismo em relação aos números das pré-encomendas, mas outros observam o forte histórico do estimador; os números reais da Apple continuam não divulgados.