Fossil está abandonando os smartwatches
A saída da Fossil do mercado de smartwatches é vista como mais um sinal de que wearables que não são da Apple lutam para ser ao mesmo tempo lucrativos e atraentes, especialmente no segmento de “wrist phone” com muitos recursos. Comentadores lamentam a perda dos modelos híbridos e‑ink da Fossil com bateria de várias semanas, contrastando-os com relógios Apple e Wear OS que são potentes, mas duram pouco e ficam presos a ecossistemas específicos. Muitos apontam Garmin, Withings, Amazfit, PineTime e outros dispositivos de nicho ou focados em fitness como as opções restantes para quem quer bateria longa, recursos mais simples ou designs mais amigáveis à privacidade.
A saída da Fossil e o nicho híbrido
- Muitos lamentam a saída da Fossil, especialmente pelos modelos híbridos/e‑ink que pareciam relógios tradicionais, ofereciam notificações básicas e tinham bateria de várias semanas.
- Vários relatam que o software e a experiência de sincronização da Fossil eram lentos ou ruins, e alguns tiveram problemas de hardware (embaçamento, vedantes, falhas de cola, telas ilegíveis) e vida útil curta.
- Há pessimismo de que os híbridos no estilo Fossil (analógicos em primeiro lugar, smarts discretos, bateria longa) sobrevivam como categoria.
Bateria versus funcionalidade
- Há uma forte divisão: alguns aceitam carregamento diário se obtiverem muitos recursos; outros consideram isso inaceitável e preferem bateria de semanas ou meses.
- Usuários intensivos ხშირად querem monitoramento do sono e alarmes, tornando “carregar durante a noite” indesejável, então dependem de cargas curtas diárias.
- Muitos citam Garmin, Amazfit Bip, G‑Shock, Withings e dispositivos semelhantes como o ponto ideal: recursos simples + bateria longa. Garmins com assistência solar podem chegar perto de “indefinido” sob bom sol.
Ecossistemas, Wear OS e a estratégia da Google
- Vários comentários veem a estratégia da Google para o Wear OS como instável:
- Dependência inicial de OEMs de eletrônicos, depois de marcas de moda, então uma parceria com a Samsung e o Pixel Watch.
- Reclamações de que o Wear OS é essencialmente um mini‑Android, exigindo CPUs potentes e sacrificando a bateria.
- Alguns acham que os fabricantes tradicionais de relógios não conseguiam acompanhar tecnicamente e/ou foram afastados pela Google ao dar à Samsung uma vantagem inicial no Wear OS 3.
- Fazem-se comparações com sistemas menores, baseados em C/C++ (Garmin, Zepp, etc.) que alcançam eficiência muito melhor.
Apple Watch e o aprisionamento no ecossistema
- A visão comum é que a Apple é a única empresa que lucra consistentemente com smartwatches.
- Há debate sobre se o lucro da Apple vem principalmente de margens de hardware ou de um “lock‑in” mais amplo do ecossistema.
- Alguns elogiam recursos de saúde (ECG, SpO₂, monitoramento do ciclo) e a integração profunda (desbloquear Macs, anéis de fitness), mas criticam:
- Carregamento quase diário.
- Necessidade de um iPhone para configurar e usar totalmente o relógio.
- Ecossistema fechado, rigidamente controlado, e APIs mais fracas para terceiros.
Alternativas e casos de uso
- Para “smartwatches de verdade” de longa duração: Garmin (Fenix, Instinct, Epix, Forerunner, Venu, Marq), Coros e Amazfit são frequentemente recomendados.
- Para híbridos/analógicos estilosos com smarts leves: Withings (ScanWatch, ScanWatch Nova), Garmin Vivomove, Citizen, Kronaby, Tissot, Sequent.
- Para dispositivos baratos e simples no estilo pulseira fitness: vários relógios da classe Amazfit/Xiaomi e pulseiras genéricas de cerca de US$50 são citados como bons o suficiente para passos, notificações e saúde básica.
- Alguns veem os Samsung Galaxy Watches e o Pixel Watch como decentes, mas ainda lentos, gastadores de energia ou limitados pelo ecossistema.
Privacidade, abertura e hacking
- Há preocupação com a coleta de dados por marcas baratas e grandes ecossistemas.
- A Garmin é elogiada por alguns por funcionar totalmente offline.
- Opções FOSS / hackeáveis mencionadas: PineTime, Bangle.js e Amazfit Bip com firmware personalizado (BipOS), além do Gadgetbridge como companheiro sem internet.
- A viabilidade de mercado para dispositivos focados em privacidade é vista como incerta devido às margens já apertadas.
Smartwatches valem a pena?
- Alguns argumentam que wearables acrescentam pouco além de um telefone e continuam sendo itens de moda.
- Outros veem valor claro em: notificações rápidas, GPS para esportes/ao ar livre sem telefone, monitoramento de saúde, alarmes/vibração e temporizadores/lembretes controlados por voz.
- Sentimento geral: a demanda é fragmentada — “wrist phones” de alta gama, ferramentas fitness de longa duração e híbridos simples atendem usuários muito diferentes, e muitos fornecedores têm dificuldade de lucrar fora da Apple.