Desdobramento completo de US$ 71 milhões de *The Village*, de M. Night Shyamalan (2003) [pdf]
Um orçamento vazado, item por item, do filme *The Village*, de M. Night Shyamalan, de 2004, chama atenção para onde foram gastos seus US$ 71 milhões de produção, desde pagamentos multimilionários a Shyamalan e aos atores principais até itens surpreendentes como aluguel de fotocopiadora, operadores de gerador e designers de cabelo e maquiagem. Comentadores contrastam o documento com números públicos menores de orçamento, explicam como os papéis de produtor e produtor executivo são remunerados e observam como a economia hollywoodiana baseada em trabalhos pontuais e o valor de marketing de grandes nomes moldam esses números. Paralelamente às finanças, as pessoas revisitam a história centrada em reviravoltas do filme, sua recepção crítica polarizada e seu lugar na carreira de Shyamalan.
Recepção geral de The Village
- As opiniões estão nitidamente divididas.
- Alguns espectadores acharam o filme memorável, atmosférico e um de seus filmes modernos favoritos, elogiando o clima, a fotografia e as atuações.
- Outros consideraram a história fundamentalmente fraca ou até “obviamente ruim”, argumentando que o sucesso do filme veio da marca do diretor, não do roteiro.
- Vários acharam que obtiveram bom valor simplesmente por terem sido entretidos, independentemente das críticas.
A reviravolta e a estrutura da história
- Muitos discutem a revelação da reviravolta; alguns dizem que ela enriqueceu retrospectivamente o filme inteiro e seus temas (trauma, escapismo, proteção parental).
- Outros acharam que a reviravolta arruinou uma ambientação que era de outro modo mágica ou cheia de suspense e a compararam a um final barato de episódio de TV.
- Alguns espectadores adivinharam a reviravolta bem cedo, às vezes porque já tinham visto histórias semelhantes em livros ou outras mídias, o que tornou o filme menos eficaz.
- Há críticas de que grande parte do trabalho do diretor depende de reviravoltas e que elas frequentemente chegam tarde demais para os personagens explorarem as consequências.
Orçamento, pagamento e economia da indústria
- O detalhamento do orçamento de US$ 71 milhões fascina muitos; desdobramentos orçamentários de filmes com esse nível de granularidade são considerados raros.
- A compensação do diretor/roteirista/produtor (direitos da história + várias taxas) é vista como muito alta, mas alinhada com seu apelo de bilheteria na época.
- As disparidades de pagamento entre atores geram discussão; membros mais novos do elenco ganharam muito menos, mas puderam usar o sucesso para conseguir papéis posteriores.
- Comentários exploram os papéis de produtor vs. produtor executivo: produtores executivos estão mais ligados ao financiamento; produtores são comparados a gerentes de projeto ou CEOs da produção.
- “Fringes” são descritos como custos indiretos ligados à folha de pagamento (impostos, benefícios etc.).
- Alguns itens da planilha (operação de gerador, aluguel de AVID, DI, títulos, fotocopiadora, VFX) parecem caros, mas respostas argumentam que refletem risco de paralisação em produções de alto custo, trabalho baseado em contratos e garantias de serviço.
Orçamento relatado vs. números públicos
- O tópico observa uma discrepância entre o detalhamento de cerca de US$ 71 milhões e um orçamento comumente citado de US$ 60 milhões.
- As explicações oferecidas: números públicos de orçamento podem ser influenciados por marketing, excluir créditos fiscais ou P&A, ou simplificar a contabilidade; a reconciliação exata permanece incerta.
Spoilers e normas culturais
- Há debate sobre se revelar a reviravolta após mais de 20 anos é aceitável.
- Alguns argumentam que filmes antigos se tornam “alicerce cultural”; outros insistem que a etiqueta contra spoilers ainda deve valer, especialmente para novos espectadores.