Feliz aniversário, Lemmings
A nostalgia pelo jogo de puzzle Lemmings, de 1991, ressurge enquanto fãs marcam seu aniversário, recordando sua arte, música e o design então revolucionário, no qual dezenas de personagens minúsculos com habilidades simples precisam ser guiados em segurança. Comentaristas refletem sobre seus truques técnicos (como terreno pixel a pixel e animações minúsculas, porém fluidas), sua influência em títulos posteriores como The Lost Vikings e jogos de artilharia como Worms, e por que remakes open source e sucessores espirituais continuam sendo nicho. Muitos lamentam que a Sony tenha praticamente arquivado a IP, argumentando que ainda há espaço para reinterpretações modernas e cuidadosas, mesmo enquanto emuladores, ports em navegador e clones indie mantêm viva a experiência original.
Sucessores modernos e jogos semelhantes
- Vários comentaristas argumentam que jogos modernos no estilo Lemmings/Worms existem, sim: exemplos incluem Noita (terreno destrutível com forte física), Hedgewars (à la Worms), Zombie Night Terror (explicitamente no estilo Lemmings), King Arthur’s Gold, Tin Hearts, Pingus e outros.
- Outros jogos citados como relacionados espiritualmente ou derivados: The Lost Vikings, World of Goo, Spirits, Humanity, Pikmin, Urbek, The Settlings, Liero/WebLiero, King Arthur’s World.
Terreno, gráficos e discussão técnica
- A destruição de terreno pixel a pixel geralmente é implementada com um bitmap que representa o terreno; explosões e ferramentas “pintam” ou apagam pixels.
- Sistemas mais antigos às vezes tratavam o framebuffer como o estado do jogo; jogos posteriores separam máscaras de colisão do primeiro plano dos fundos visuais e combinam tudo via blitting ou playfields de hardware.
- O Amiga e alguns consoles de 16 bits usavam múltiplos playfields de hardware, reduzindo a necessidade de blitting por software.
Debate sobre remakes, “perfeição” e evolução do gênero
- Um lado afirma que jogos no estilo Lemmings/Worms “atingiram o auge”, com pouco benefício vindo de gráficos modernos e alto risco de estragar um design simples e aperfeiçoado.
- Outros discordam, dizendo que tudo pode ser iterado (citando Doom, variantes de Tetris, melhor UI/UX) e que a existência de clássicos não deve impedir novas entradas.
- Discussões relacionadas observam que alguns gêneros (jogos de aventura, FMV, jogos de artilharia) sobem e descem em popularidade, às vezes sendo substituídos por tendências adjacentes.
Influência em outros jogos
- Lemmings é creditado por inspirar The Lost Vikings, que por sua vez influenciou títulos posteriores como Commandos.
- Worms é discutido como uma evolução de jogos de artilharia anteriores como Scorched Earth, e não apenas um clone.
Nostalgia e memórias pessoais
- Muitos lembram das primeiras experiências de jogo em Amiga, SNES, Mac, PCs com DOS e máquinas da escola ou do trabalho.
- O multiplayer de Lemmings no Amiga e a mecânica de “nuke” são lembrados com carinho, assim como truques específicos de quebra-cabeça (por exemplo, resgatar blockers).
- Alguns contam sonhos que revelavam soluções de puzzles e longas sessões madrugada adentro.
Música, arte e animação
- A pequena animação dos lemmings de 10–12 pixels é elogiada por ser notavelmente expressiva.
- A trilha sonora, com mistura de arranjos folk/clássicos e instrumentação chiptune, é amplamente adorada e lembrada como formativa.
Jogando Lemmings hoje e iniciativas open source
- Opções mencionadas: DHTML Lemmings (navegador), emuladores de Amiga/SNES, NeoLemmix, Lix, Pingus, Blizzard Arcade Collection (para The Lost Vikings).
- Alguns se perguntam por que clones/ports de Lemmings (NeoLemmix, Lix) nunca alcançaram a visibilidade de projetos como OpenTTD.
- A posse da IP pela Sony e uma versão mobile carregada de anúncios são observadas; alguns gostariam de um remaster ou de um revival financiado por Kickstarter.