Amazon argumenta que a junta nacional trabalhista é inconstitucional

A alegação da Amazon de que o National Labor Relations Board é inconstitucional provoca um debate mais amplo sobre a legitimidade do estado administrativo dos EUA, incluindo se o Congresso pode delegar poder de regulamentação e de شبه-julgamento a agências não eleitas. Os comentaristas ponderam leituras originalistas versus expansivas da Cláusula de Comércio e da doutrina da não delegação, levantam preocupações sobre a personalidade jurídica das corporações e o devido processo, e discutem se enfraquecer agências como a NLRB protegeria a liberdade ou simplesmente tiraria dos trabalhadores meios práticos de fazer valer direitos trabalhistas. O debate também aborda a disposição recente da Suprema Corte em restringir o poder das agências e como qualquer redução das proteções federais poderia deslocar o equilíbrio de poder entre grandes corporações e empregados individuais.

Constitucionalidade da NLRB e das Agências Administrativas

  • Alguns argumentam que o Congresso não pode constitucionalmente delegar poder central de elaborar leis ou de julgamento a agências; o Artigo I confere “todos os poderes legislativos” ao Congresso.
  • Outros contrapõem que o Congresso pode e de fato cria agências com autoridade regulatória, sujeita a limites (doutrina da não delegação, doutrina das “grandes questões”) e a revisão judicial.
  • Observa-se que as decisões da NLRB podem ser apeladas para tribunais federais, o que enfraquece, na visão do debate, a alegação de devido processo da Amazon.

Cláusula de Comércio e Alcance do Poder Federal

  • Críticos dizem que a regulamentação federal do trabalho se baseia em uma leitura excessivamente ampla da Cláusula de Comércio (por exemplo, Wickard v. Filburn) e viola a 10ª Emenda; eles querem o governo federal “de volta à sua caixa”.
  • Outros aceitam Wickard como uma má decisão em teoria, mas útil na prática para coordenar entre estados, e ainda veem autoridade federal clara sobre negócios genuinamente interestaduais.

Personalidade Jurídica das Corporações e Devido Processo

  • Um lado: corporações são conjuntos de contratos pertencentes a pessoas; negar-lhes devido processo equivale, na prática, a negá-lo aos proprietários.
  • Os opositores respondem que corporações são escudos de responsabilidade criados pelo Estado, não pessoas naturais; elas já carecem de muitos direitos humanos e não deveriam herdar todas as proteções constitucionais.
  • Alguns propõem resolver isso impondo responsabilidade civil/criminal direta a CEOs e conselhos por violações trabalhistas.

Direitos Trabalhistas, Sindicatos e Desequilíbrios de Poder

  • Comentários pró-NLRB/pró-sindicato destacam enormes desequilíbrios de poder entre empregadores e empregados, táticas de combate à sindicalização e a necessidade de um órgão de fiscalização para que o “direito de se sindicalizar” seja real.
  • Céticos relatam experiência pessoal em que a sindicalização piorou salário/condições e veem sindicatos e agências como burocráticos ou corruptos.
  • Há debate sobre se os trabalhadores poderiam, em vez disso, se auto-organizar em PACs ou outras estruturas sem sindicatos/agências.

Tribunais, Congresso e o Estado Administrativo

  • Vários veem a Suprema Corte atual como agressivamente reduzindo o poder das agências (Chevron, CFPB, SEC v. Jarkesy) e às vezes derrubando até estatutos claros (por exemplo, alívio da dívida estudantil), movida por ideologia.
  • Outros dizem que a Corte está corrigindo décadas de “legislação preguiçosa” por agências e juízes e forçando o Congresso a legislar explicitamente.

Riqueza, Corporações e Estabilidade Social

  • As grandes vendas de ações e a minimização de impostos por Bezos são citadas como símbolos de poder distorcido.
  • Alguns alertam que a contínua erosão das proteções aos trabalhadores pode provocar forte agitação social; outros acham que as elites prevaleceriam usando capital, tecnologia e possivelmente segurança privada.