Nikon vai adquirir a RED
Papel e reputação da RED
- As primeiras câmeras da RED eram vistas como revolucionárias: 4K relativamente “barato” em comparação com equipamentos digitais de cinema de seis dígitos; permitiram produções independentes e de médio porte.
- Com o tempo, muitos comentadores sentem que a RED perdeu seu diferencial: ARRI e Sony dominam o trabalho de alto nível; a RED fica espremida no meio do mercado.
- Críticas:
- Problemas de confiabilidade (superaquecimento, atualizações de software, ecossistema frágil).
- Sistema modular confuso e acessórios/mídia caros.
- Ênfase excessiva em resolução em vez de alcance dinâmico, fluxo de trabalho e confiabilidade.
- Outros argumentam que a qualidade de imagem é boa; os problemas estão mais ligados à confiabilidade, ao ecossistema e ao marketing exagerado.
Questões de patentes e codecs
- Grande foco nas patentes de RAW comprimido da RED, vistas por muitos como “patent trolling” prejudicial que desacelerou o progresso da indústria.
- O REDCODE é descrito como essencialmente JPEG2000 em dados Bayer (com perdas) com pré-processamento específico; as patentes visam a compressão in-camera de raw antes do debayer.
- A Nikon enfrentou anteriormente um processo da RED sobre o N-RAW; o caso foi arquivado, mas alguns dizem que a Nikon acabou licenciando.
- Blackmagic e outros teriam contornado as patentes via debayer parcial ou pipelines diferentes; ProRes RAW e BRAW também são criticados por serem proprietários/opacos.
Estratégia da Nikon e linha de produtos
- Muitos veem a aquisição como a Nikon comprando seu caminho para uma linha de cinema adequada para competir com os sistemas cine da Canon e da Sony.
- A Z8/Z9 da Nikon já oferecem RAW interno forte em vídeo (8K60 12-bit), leitura rápida e bom AF; alguns temem que futuros corpos sejam artificialmente separados dos recursos cine.
- Outros esperam que a Nikon aproveite a IP da RED para ampliar o licenciamento de RAW e melhorar o RAW interno, ou para monetizar patentes como uma “galinha dos ovos de ouro” de licenciamento.
Panorama do mercado de cinema
- Consenso recorrente: a ARRI lidera o trabalho narrativo de alto nível; a Sony é uma forte segunda colocada (linha Venice/FX); a RED tem um nicho; a Canon é mais forte em documentário/notícias/indie do que em cinema de topo.
- Lista de câmeras “aprovadas” pela Netflix: muitas RED e outras câmeras cine, mas nenhuma Nikon porque a Nikon não tinha uma linha cine dedicada.
Qualidade de imagem, “look Netflix” e estilo
- Vários argumentam que os sensores modernos são amplamente capazes; as diferenças no resultado final vêm principalmente de iluminação, lentes, correção de cor e pós apressada, não da marca da câmera.
- O “look Netflix” é amplamente criticado como estéril/sem personalidade; atribuído a restrições estilísticas e de fluxo de trabalho, não especificamente à RED.
- Alguns observam que a força da ARRI está na confiabilidade, no alcance dinâmico e no pipeline de cor padrão; outros enfatizam que, com trabalho especializado de cor, câmeras diferentes podem ser igualadas.
Preço, estrutura de mercado e acessibilidade
- Debate sobre se a RED realmente tornou “o cinema para as massas”: um corpo de US$17,5 mil foi revolucionário em comparação com rigs de US$200 mil+, mas ainda longe do nível de consumo.
- Os preços altos no cinema estão ligados ao baixo volume, ao suporte focado em profissionais e às exigências de confiabilidade; ao contrário de CPUs/servidores, há menos queda de custo impulsionada por volume e ciclos de atualização mais lentos.
- Blackmagic e marcas mais novas (por exemplo, Z-Cam) são citadas como tendo impulsionado opções de cinema de menor custo mais agressivamente do que a RED nos últimos anos.