A internet está escapando do nosso alcance
A piora da qualidade da busca na web, o spam de SEO e o conteúdo gerado por IA são vistos como fatores que corroem a utilidade e a abertura da internet pública, com o Google apontado como exemplo principal de “enshittification.” Os comentaristas debatem se as causas raízes estão em incentivos corporativos, modelos de negócio baseados em anúncios ou escolhas técnicas mais profundas (como modelos de permissão e plataformas centralizadas), e se regulação ou limites a grandes corporações melhorariam a situação. Muitos descrevem uma mudança para espaços menores e semiprivados (servidores Discord, fóruns de nicho, listas de links curadas) como estratégia de sobrevivência, enquanto se preocupam que futuras medidas anti-bot e verificações de identidade possam minar o anonimato e a participação aberta.
Busca, SEO e “Enshitification”
- Muitos veem a busca do Google como o problema central: anúncios, resultados patrocinados, pop-ups, rastreamento e fábricas de conteúdo de SEO abafam material útil.
- Os usuários cada vez mais acrescentam
site:reddit,redditouwikipara obter respostas melhores, ou abandonam o Google completamente em favor de mecanismos menores ou proxies. - Outros argumentam que o Google ainda é “bom” para muitas consultas e estão cansados da narrativa do apocalipse.
- Há consenso de que o SEO transformou “ser encontrado” no objetivo principal do conteúdo, e não ser útil.
Papel da IA e dos LLMs
- Conteúdo gerado por LLMs é visto como algo que acelera o spam e envenena índices de busca, piorando a relação sinal-ruído e matando a serendipidade.
- Alguns veem a IA apenas como o passo mais recente em uma tendência mais antiga de “busca sabotada” algorítmica.
- As opiniões divergem sobre a importância da IA: alguns acham que ela é superestimada e obviamente burra; outros alertam que descartá-la com base nas falhas atuais é de visão curta.
Incentivos corporativos e centralização
- Vários comentários culpam a pressão dos investidores por crescimento infinito, levando a espremer produtos existentes em vez de inovação real.
- As críticas focam em grandes plataformas (Google, redes sociais, GitHub) que centralizam a web e otimizam para anúncios, engajamento e valor para os acionistas.
- Contra-argumento: indivíduos ainda escolhem usar essas plataformas; o problema mais profundo é a preferência humana por opções fáceis, mas de menor qualidade.
Jardins murados, espaços privados e a “Dark Forest”
- Muitas boas conversas agora acontecem no Discord, Telegram, pequenos servidores e grupos só por convite.
- Alguns veem esse recuo para espaços privados como uma defesa saudável de “dark forest” contra assédio, política e spam; outros não gostam da perda de conhecimento público e pesquisável.
Modelos de segurança e auto-hospedagem
- Um fio culpa o modelo de “autoridade ambiente” (os apps recebem todas as suas permissões) pela centralização; sistemas baseados em capacidades são propostos como alternativa.
- Outros observam que o sandboxing em mobile, navegadores e macOS já mitiga isso em parte e que muitos usuários simplesmente não querem fazer auto-hospedagem.
Curadoria, diretórios e alternativas
- Há nostalgia pelos primeiros diretórios curados por humanos e sugestões de que talvez “deu a volta completa” por meio de listas de links curadas, listas “awesome” no GitHub e esforços da web independente.
- Mecanismos de busca de nicho (por exemplo, Marginalia) e fóruns de comunidade são elogiados, mas reconhecidos como inerentemente de nicho.
Anonimato, identidade e comunidades futuras
- Alguns temem um futuro em que participar exija uma forte “prova de ser”, matando o anonimato; outros temem o oposto — LLMs inferindo tudo sobre você a partir de dados comportamentais vazados.
- Há interesse em comunidades mais fechadas e baseadas em reputação como defesa contra manipulação, mas também preocupação com exclusão e gatekeeping de “midwits”.