Paint.net 5.2 alpha agora roda no Linux
O alpha 5.2 do Paint.NET agora pode rodar no Linux via Wine, graças a uma nova reimplementação do Direct2D no próprio app, em grande parte gerada com um assistente de codificação por IA. Os comentaristas debatem o apelo do Paint.NET em comparação com ferramentas Linux existentes como GIMP, Krita e Pinta, observando sua interface mais leve, mas também sua licença closed-source, telemetria e limitações por ser baseado em Wine. Um tema central é a reação negativa ao uso de código gerado por IA — especialmente de comunidades de artistas — o que levanta questões mais amplas sobre licenciamento, ética e o papel futuro de LLMs no desenvolvimento de software.
Entusiasmo por Paint.NET no Linux
- Muitos comentaristas estão animados; alguns o chamam de seu app do Windows que mais sentem falta.
- É elogiado por ser leve, rápido e intuitivo para edição básica (cortar/redimensionar/anotar) sem a complexidade do GIMP/Krita.
- Vários dizem que ele “atinge o ponto ideal” entre o MS Paint e editores completos como Photoshop/Krita.
Abordagem técnica: Wine e Direct2D
- Não se trata de um port nativo; ele roda via Wine.
- O principal obstáculo era o Direct2D. A implementação do Wine é incompleta, especialmente para anti-aliasing e recursos gráficos/textuais mais complexos.
- O desenvolvedor adicionou uma reimplementação interna do Direct2D, do zero, usada apenas sob Wine, em uma DLL dedicada.
- Alguns discutem se trocar Direct2D/Win32 por stacks multiplataforma (por exemplo, Skia, Avalonia) poderia ser mais fácil no longo prazo.
Camada Direct2D gerada por IA e reação negativa
- A reimplementação do Direct2D foi em grande parte gerada com um LLM (“Claude Code”), com cerca de 180 mil linhas de código “vibe coded” (levemente revisado).
- O desenvolvedor a descreve como “reverse engineered em clean room”, o que vários comentaristas questionam quando um LLM está envolvido.
- A reação negativa no Bluesky é apontada como intensa, em grande parte de comunidades anti‑IA ou de artistas que veem a IA como exploradora de trabalho raspado e ameaçadora para seus meios de subsistência.
- Outros argumentam que a reação foi desproporcional, especialmente para um app gratuito (embora não open source), e veem geração de código por IA como uma ferramenta de engenharia razoável.
Licenciamento, histórico e distribuição
- O Paint.NET começou como um projeto open source, depois tornou-se closed source por volta de 2008–2009.
- Há debate sobre a licença MIT: alguns dizem que ela “não exige crédito”, outros insistem que a atribuição é exatamente o que ela exige.
- O fechamento foi motivado por pessoas que reempacotavam o app sem crédito (“backspaceware”); alguns criticam lucrar com a antiga marca de “alternativa open source”.
- A licença proprietária atual e a telemetria recebem críticas; isso pode limitar a inclusão em algumas distribuições Linux, embora pacotes de terceiros (AUR/Flatpak) sejam esperados.
Alternativas e forks
- GIMP e Krita são frequentemente mencionados como poderosos, porém mais pesados/complexos.
- Pinta é baseado em código antigo do Paint.NET; usuários relatam uma interface familiar, mas também bugs e travamentos de longa data.
- Outras ferramentas citadas: KolourPaint (muito simples), Photopea (baseado na web), PixiEditor (editor C# multiplataforma).
Qualidade, estabilidade e o debate “roda no Linux”
- O suporte atual baseado em Wine é classificado como “extremamente experimental”; alguns relatam que está bugado e lento e alertam para não usar ainda.
- Há debate sobre se software via Wine “conta” como “roda no Linux”. Alguns veem o Wine apenas como mais um runtime; outros enfatizam a pior integração em comparação com apps nativos.
LLMs e futuros clones
- O tópico inclui especulação sobre usar LLMs para clonar completamente o Paint.NET ou criar editores semelhantes, com estimativas aproximadas de tokens/tempo e ceticismo sobre o esforço de polimento e testes após a geração.