GPUs da AMD com 22 anos ainda estão recebendo atualizações
Drivers gráficos de código aberto ainda estão sendo otimizados para GPUs ATI/AMD do início dos anos 2000, destacando como software mantido pela comunidade pode durar muito além do suporte oficial do fabricante. Os comentaristas contrastam isso com a janela de suporte relativamente curta da AMD para arquiteturas mais novas como Vega e Polaris, e com ecossistemas proprietários como o CUDA da Nvidia, em que hardware e APIs antigos são descartados de forma mais agressiva. A discussão se amplia para um debate sobre tornar drivers e firmware obrigatoriamente de código aberto, obsolescência programada e se regulação ou competição são necessárias para manter o hardware utilizável e ambientalmente sustentável por mais tempo.
O que Está Sendo Realmente Atualizado
- Vários comentaristas observam que o título é enganoso: as atualizações são para drivers Mesa de código aberto para GPUs ATI/AMD de cerca de 22 anos, e não lançamentos oficiais da AMD.
- O hardware já era suportado; o trabalho atual foca em melhorias de desempenho e recursos, em grande parte por contribuidores individuais da comunidade.
Experiências com GPUs Antigas e Novas
- Muitos relembram placas Radeon antigas (por exemplo, 9700 Pro, X1000/X1800, laptops antigos) e jogos clássicos.
- Alguns relatam que kernels Linux modernos ou o Mesa quebram o suporte para GPUs de ~10–20 anos, a menos que caminhos específicos (por exemplo, EXA em vez de Glamor) sejam usados.
- Outros planejam testar GPUs legadas (por exemplo, X1950 Pro) em stacks Linux atuais graças a essas melhorias de driver.
AMD vs Nvidia e Suporte do Fabricante
- A AMD é elogiada por publicar especificações de hardware, permitindo bons drivers abertos, e por seguir parcialmente padrões abertos, especialmente em comparação com a Nvidia.
- Ao mesmo tempo, a AMD é criticada por abandonar ou separar o suporte para hardware relativamente recente (Polaris, Vega, ROCm no RX 580), mesmo enquanto esses პროდუქტods ainda são vendidos.
- Usuários relatam regressões em drivers recentes do Windows para GPUs AMD mais antigas (por exemplo, RX 580 + VR), precisando voltar para branches de driver mais antigos.
Tornar Drivers e Firmware de Código Aberto
- Há um forte sentimento de que drivers (e muitas vezes firmware) deveriam ser obrigatoriamente de código aberto após o fim de vida do hardware, ou até mesmo desde o primeiro dia.
- Argumentos a favor: vida útil maior do hardware, manutenção pela comunidade, redução de lixo eletrônico, evitação de limitações artificiais (impressoras, câmeras, gravadores de vídeo).
- Contra-argumentos: emaranhados de PI/licenciamento, código do driver como “molho secreto”, risco jurídico ligado a patentes/direitos autorais, medo do fabricante de reduzir vendas e enfrentar processos.
Regulação, Meio Ambiente e Obsolescência Programada
- Alguns defendem padrões ambientais e de compras públicas (por exemplo, selos ecológicos) para indiretamente forçar abertura e longevidade.
- Outros descrevem setores em que produtos ainda vendidos recebem apenas suporte simbólico, ligando isso à obsolescência programada e à integração vertical de hardware + drivers.
Compute, ROCm e Ecossistema de ML
- O ROCm é nominalmente de código aberto, mas é visto como desenvolvido de forma estranha; o suporte oficial para GPUs AMD mais antigas é abandonado rapidamente.
- Esforços da comunidade (por exemplo, rusticl, KFD, empacotamento/CI de distros) tentam manter o uso de compute viável em hardware Radeon mais antigo.
- Em ML, comentaristas observam a rápida descontinuação de arquiteturas Nvidia mais antigas (por exemplo, Kepler), justificada pela rápida evolução das instruções de GPU, mas frustrante para experimentação básica em placas antigas.