Infowars e Goop vendem exatamente os mesmos produtos “wellness” pseudocientíficos
Marcas pseudocientíficas de “wellness” tanto da extrema direita (Infowars) quanto da esquerda de estilo de vida celebridade (Goop) mostram estar vendendo muitos dos mesmos suplementos e produtos de marca branca, levantando questões sobre como ideologia, marketing e golpe se cruzam. Os comentaristas debatem por que esses produtos prosperam: da desconfiança em relação à “big pharma” e à assistência médica falha ou inacessível, à cultura alimentar, conveniência e um colapso mais amplo da confiança nas instituições e na expertise. Também há debate sobre quanta regulação, se houver, deveria se aplicar a suplementos e medicina alternativa, e se sistemas de saúde melhores reduziriam de forma significativa a demanda por essas ofertas.
Grift, credulidade e produtos “wellness”
- Muitos veem os suplementos da Infowars/Goop como golpes clássicos: mirar deliberadamente pessoas crédulas ou desesperadas e converter “credulidade em lucro e influência”.
- Outros observam que isso é apenas a continuação de um padrão muito antigo: as pessoas gostam mais de “pílulas mágicas” e soluções fáceis do que de mudanças no estilo de vida.
- Alguns contestam o termo “pseudociência” para todos os suplementos, argumentando que vários (por exemplo, certas ervas, vitaminas) têm alguma evidência de apoio e que chamar tudo de fraude é ignorante ou preguiçoso.
Suplementos vs nutrição real e acesso
- Vários comentaristas ficam perplexos com o fato de as pessoas comprarem pílulas caras, mas “não poderem pagar” frutas, vegetais e feijões.
- Contra-argumentos:
- Desertos alimentares e pobreza de tempo complicam o acesso a produtos frescos.
- Marketing, alimentos de conveniência e mudanças no paladar levam as pessoas a opções processadas.
- As evidências são mistas quanto a se simplesmente adicionar supermercados melhora a dieta ou o IMC.
- Debate sobre se a má alimentação é, em sua maior parte, uma questão de preferências/adição ou de restrições estruturais e preços.
Saúde, regulação e óleo de cobra
- Um ponto de vista: o óleo de cobra prospera porque a assistência médica legítima é cara ou inacessível; um sistema de pagador único poderia secar esse mercado.
- Outros argumentam:
- Muitos compradores têm seguro ou riqueza; o motor é a desconfiança em relação à “big pharma” e às instituições.
- A pseudociência é generalizada até em países com saúde universal.
- A legislação de suplementos dos EUA é criticada por permitir alegações de saúde com evidências mínimas e avisos de “não avaliado pela FDA”.
- Há forte discordância sobre quão rigidamente regular palavras como “medicina” e alegações de saúde em rótulos.
Política, cultura e teoria da ferradura
- Infowars e Goop são vistos como exemplos de extremos ideológicos convergindo em golpes de wellness semelhantes (“teoria da ferradura”).
- Comentadores ligam isso a uma tendência mais ampla antiespecialista e anti-institucional em ambos os lados, impulsionada por impotência e pelo desejo de “conhecimento secreto”.
- Outros enfatizam que a medicina alternativa tem mais a ver com a psicologia humana do que com qualquer sistema político ou de saúde específico.
Branding, marketing e modelo de negócios
- O branding absurdo da Goop (por exemplo, velas provocativas, nozes “ativadas”) é visto como marketing de indignação intencional para um demográfico específico.
- Infowars/Goop são apontadas como vitrines que revendiam os mesmos produtos de marca branca de fabricantes comuns, de forma semelhante a muitos outros varejistas.
- Alguns comparam isso a promoções de suplementos mais mainstream (por exemplo, pós promovidos em podcasts), argumentando que o modelo central — itens básicos superfaturados e superpromovidos — é generalizado.