Apple declara obsoleto o último MacBook Pro com unidade óptica
A decisão da Apple de declarar “obsoleto” o seu último MacBook Pro com unidade óptica integrada está a provocar uma reflexão mais ampla sobre como a computação e o consumo de media mudaram. Os comentadores avaliam os compromissos entre hardware fino e dependente de dongles e máquinas mais antigas com unidades ópticas, entradas de áudio e peças substituíveis pelo utilizador, bem como as implicações para o armazenamento de dados a longo prazo em discos versus discos rígidos, fita ou serviços cloud. A mudança do media físico para streaming e subscrições também é criticada por corroer a propriedade e o acesso fiável a filmes, jogos e música.
Unidades Ópticas em Macs
- Muitos consideram razoável a remoção de unidades ópticas integradas; unidades externas USB são baratas e raramente necessárias.
- Outros valorizam unidades integradas pela conveniência (por exemplo, assistir DVDs num portátil em situações “portáteis”) e não gostam de ter de lidar com hardware externo.
- Os últimos MBPs com unidade óptica são lembrados por serem invulgarmente amigáveis para reparação e atualização (RAM substituível, SSD no lugar da baía óptica).
Entrada para Auscultadores e Portas
- Há forte sentimento de que remover a entrada de 3,5 mm de telemóveis/iPads foi um erro, embora os MacBook Pros ainda a tenham.
- O áudio via USB-C é visto por alguns como uma unificação lógica; os críticos argumentam que criou lixo eletrónico e obrigou ao uso de acessórios proprietários ou Bluetooth.
- As pessoas queixam-se de ter de usar dongles e de não poder carregar e usar áudio/dados com fios em simultâneo; há apelos para que os telemóveis tenham duas portas.
Armazenamento Arquivístico e Longevidade dos Media
- Vários relatam suportes CD/DVD duradouros em comparação com HDDs e pen drives avariados; o Blu-ray (especialmente M-DISC) é elogiado para arquivo de longo prazo apesar do elevado custo/GB.
- Contra-argumentos: a resiliência do Blu-ray é muitas vezes exagerada, depende de bons suportes e de testes de qualidade, e ainda assim tem problemas de fabrico e controlo de qualidade.
- Debate sobre custo: o óptico é mais caro por GB do que HDD/fita, mas pode ser melhor para pequenos conjuntos de dados muito importantes; a fita é vista como económica em grande escala, mas mais difícil de manter a longo prazo.
- Há acordo geral de que backup é um sistema (várias cópias, verificações de integridade, possivelmente cloud), não um único suporte.
Streaming vs. Media Física e Propriedade
- Alguns celebram o streaming como uma “idade de ouro” do acesso, com visualização sob demanda e pouca razão para possuir discos.
- Outros estão cada vez mais frustrados: fragmentação entre serviços, aumento dos custos de subscrição, mudanças de direitos, limites regionais e séries/filmes que são removidos ou descontinuados.
- O media físico é valorizado como acesso duradouro e não revogável, especialmente para conteúdo de nicho ou antigo que nunca chega ao streaming ou desaparece mais tarde.
Dongles, Unidades Externas e Reparações
- Unidades ópticas externas (incluindo modelos específicos de Blu-ray) são recomendadas como substitutos práticos, mas a necessidade de dongles e as peculiaridades de alimentação (por exemplo, Apple SuperDrive) irritam os utilizadores.
- A nostalgia pelos Macs mais antigos, reparáveis e atualizáveis contrasta com as queixas sobre a RAM/SSDs soldados modernos e os portáteis Apple Silicon não reparáveis.