iMessage da Apple evita a regulação da Lei dos Mercados Digitais da UE
O iMessage da Apple foi considerado fora do escopo da Lei dos Mercados Digitais da UE porque não é amplamente usado por empresas na Europa, o que provocou debate sobre se os reguladores estão negligenciando os interesses do consumidor e a interoperabilidade das mensagens. Comentadores contrastam a dominância e os efeitos de status do iMessage nos EUA com seu papel relativamente pequeno na Europa, onde WhatsApp e outros apps predominam, e discutem até que ponto o iMessage realmente impulsiona as vendas do iPhone. Muitos veem protocolos de chat padronizados e interoperáveis (ou a exigência de suporte ao RCS) como mais benéficos para os usuários do que remédios na App Store, enquanto outros observam que a Apple ainda tem incentivos globais para adotar o RCS e neutralizar futuras regulações.
Decisão da DMA sobre iMessage e Bing
- Muitos esperavam que o iMessage fosse isento: não é amplamente usado por empresas ou consumidores da UE em comparação com WhatsApp e outros.
- A DMA foca em “gatekeepers”; o iMessage não atingiu os limiares de uso/importância, especialmente para comunicação empresarial.
- Alguns argumentam que isso mostra que a prioridade da UE são os mercados empresariais, não a conveniência do consumidor; outros observam que regular um serviço de nicho seria difícil de defender em tribunal.
- O Bing também não é dominante o suficiente, na prática, para ser tratado como um serviço gatekeeper.
RCS, interoperabilidade e os incentivos da Apple
- Alguns se perguntam se a Apple agora vai recuar no suporte ao RCS que prometeu, já que a pressão da DMA sobre o iMessage desapareceu.
- Contra-argumento: o RCS ajuda a neutralizar futuras investidas antitruste (por exemplo, nos EUA) e não ameaça o bloqueio da “bolha azul”.
- O RCS é criticado por ser tecnicamente fraco e não ser totalmente E2EE; alguns sugerem um novo padrão seguro apoiado pela UE ou então o Matrix.
- Outros se opõem a obrigar um único protocolo, preferindo exigir interoperabilidade dos que são dominantes.
Hábitos regionais de mensagens
- Consenso amplo:
- EUA, Canadá, Austrália, partes do Reino Unido/Escandinávia — iMessage/SMS são muito comuns para conversas um a um; WhatsApp/Signal/Telegram são usados, mas de forma secundária.
- Maior parte da Europa — WhatsApp é o padrão de facto (além de algum Signal/Telegram); iMessage é marginal.
- Japão — LINE domina apesar da alta participação do iPhone.
- O SMS na Europa agora é usado principalmente para 2FA e para inicializar apps de chat; nos EUA ele permaneceu “gratuito o suficiente” e ubíquo, ajudando o iMessage a se apoiar nele.
iMessage como trincheira, status e efeitos de rede
- Nos EUA, o iMessage é visto como uma grande trincheira de vendas do iPhone, especialmente entre adolescentes e jovens adultos, com o estigma da “bolha verde” sendo apontado.
- Outros dizem que o apelo geral do iPhone e o ecossistema impulsionam a adoção do iMessage, e não o contrário.
- Fora dos EUA, iPhones ainda podem funcionar como símbolos de status em países de menor renda, mas em muitos países da UE são vistos apenas como mais um telefone financiado.
Regulação tecnológica da UE e efeito cascata
- Os “faça e não faça” da DMA (interoperabilidade, neutralidade de ranqueamento, direito de desinstalação, limites de rastreamento) são vistos como potencialmente pró-concorrência.
- Debate sobre se os usuários dos EUA se beneficiarão indiretamente: alguns esperam leis imitadoras no estilo do GDPR, outros acham que os reguladores dos EUA ficarão para trás e que as plataformas explorarão principalmente a abertura extra.