GlobalFoundries ganha US$ 3,1 bilhões em subsídios do CHIPS Act para NY e Vermont
O prêmio de US$ 3,1 bilhões do CHIPS Act à GlobalFoundries para expandir a fabricação de semicondutores em Nova York e Vermont é enquadrado por muitos como um movimento estratégico para reduzir a dependência dos EUA de fabs estrangeiras, especialmente diante de riscos envolvendo Taiwan e segurança nacional. Outros questionam se tais subsídios direcionados equivalem a assistencialismo corporativo, argumentando que distorcem a concorrência, podem não resolver problemas estruturais subjacentes e ecoam falhas passadas em incentivos de banda larga e fábricas. Comentadores também destacam impactos locais, desde uso do solo e enormes estacionamentos até salários baixos na manufatura, subsídios de creche vistos como insuficientes e a ausência de proteções robustas aos trabalhadores ou de restrições a demissões atreladas ao financiamento público.
Estacionamento, uso do solo e transporte
- Vários comentários se fixam nos enormes estacionamentos de superfície: vistos como uso ineficiente do solo e emblemáticos de um planejamento centrado no carro.
- As sugestões incluem estacionamento subterrâneo ou coberturas solares; outros respondem que a remoção de neve, o custo e a baixa densidade ao redor tornam isso difícil.
- Alguns argumentam que grandes projetos industriais deveriam ser aprovados apenas com planos viáveis de transporte público; outros dizem que isso mataria fábricas em pequenas cidades sem transporte e ignoraria realidades rurais.
Tamanho do subsídio, empregos e “transferência de riqueza”
- Uma linha de crítica divide US$ 3,1 bilhões pelo número previsto de empregos e chama isso de um subsídio enorme por posto de trabalho e de uma transferência de riqueza.
- Outros argumentam que essa leitura está errada: os custos de capital dominam, muitos benefícios são indiretos (serviços locais, base tributária, clusterização da cadeia de suprimentos) e mais da metade do pacote são empréstimos.
- A criação de empregos é vista por alguns como mensagem política, e não como a justificativa central.
Justificativa estratégica e de segurança nacional
- Há forte consenso entre muitos de que o CHIPS/IRA é прежде de tudo sobre independência estratégica e segurança da cadeia de suprimentos, não sobre retorno de emprego por dólar investido.
- Preocupação específica: a dependência de fabs estrangeiras (especialmente Taiwan) é um risco de segurança nacional se guerra ou bloqueio interromperem o fornecimento.
- Alguns comparam isso a “gasto de defesa” sob um rótulo civil.
Eficácia e ceticismo
- Críticos duvidam que os subsídios funcionem como pretendido, apontando falhas passadas nos incentivos de banda larga nos EUA e da Foxconn, além do risco de cumprir apenas formalidades para acessar recursos.
- Outros respondem que as fabs rivais são fortemente apoiadas pelo Estado; sem apoio semelhante, empresas dos EUA não conseguem competir em nós de alto custo de capital.
- Há debate sobre se isso é uma política industrial inteligente ou assistencialismo corporativo que consolida incumbentes e distorce a concorrência.
Nível tecnológico e histórico da GlobalFoundries
- Alguns questionam o apoio à GlobalFoundries por causa da decisão anterior de interromper o P&D de 7nm e de uma ação judicial da IBM sobre essa mudança.
- Outros observam que a empresa antes dizia precisar de US$ 10–15 bilhões para nós avançados; o novo financiamento público-privado poderia cobrir essa lacuna, pelo menos até cerca de 7nm, embora a paridade na fronteira de ponta (5nm e abaixo) seja vista como incerta.
Trabalho, creche e demissões
- O apoio à creche (US$ 1.000 por funcionário por ano) é amplamente criticado como trivial frente ao custo real de creche.
- O pagamento para certos operadores de turno é descrito como baixo em relação aos salários de subsistência regionais, dado o regime de turnos de 12 horas.
- Alguns querem que condições anti-demissão sejam associadas aos subsídios; outros argumentam que tais regras poderiam desestimular contratações ou são irrealistas em condições macroeconômicas voláteis.
Política industrial vs. mercados livres
- Alguns preferem incentivos amplos e neutros (por exemplo, créditos tributários vinculados a chips produzidos nos EUA) em vez de escolher “vencedores” corporativos específicos.
- Contra-argumento: o “mercado livre” já escolheu colocar fabs no exterior; sem intervenção, a capacidade doméstica não aparecerá.
- Há discordância sobre se os mercados livres naturalmente criam monopólios nocivos ou se os monopólios resultam principalmente de regulação e favorecimento governamental.
Estratégia geográfica
- Uma visão: espalhar fabs por várias regiões (Nordeste, Texas, Costa Oeste) dilui a escala e desperdiça recursos escassos.
- Outra: a diversificação geográfica reduz riscos climáticos e geopolíticos; concentrar fabs em um só lugar seria mais frágil.