Os salários nos Estados Unidos estão baixos demais para a regra dos 30% funcionar para inquilinos hoje em dia

Escopo do Problema: Salários, Aluguéis e a Regra dos 30%

  • Muitos argumentam que o problema central são os altos custos de moradia, não apenas os salários baixos; outros dizem que ambos estão quebrados.
  • A regra de “30% da renda bruta em aluguel” é vista como ultrapassada: impostos, saúde e outras necessidades agora consomem muito mais, então as pessoas podem ficar abaixo de 30% e ainda assim estar no limite.
  • Alguns preferem o modelo orçamentário 50/30/20, mas observam que ele só funciona se moradia e itens essenciais tiverem preços realistas.

Comparações Históricas e Regionais

  • Várias publicações comparam aluguéis e rendas dos anos 1970–1990 (ajustados pela inflação) e concluem que a moradia nos EUA praticamente dobrou em relação aos salários.
  • Contra-argumentos: as famílias agora compram moradias maiores e de melhor qualidade, e em algumas regiões os preços continuam razoáveis.
  • Exemplos de NYC, Nova Inglaterra, Meio-Oeste, Sunbelt, Alemanha, Noruega, Croácia, Canadá e Polônia mostram aluguéis frequentemente chegando a 40–60% da renda nas grandes cidades.
  • Metrópoles do Sunbelt (por exemplo, Texas) são citadas como exceções parciais, onde a nova oferta e as concessões estão aliviando os aluguéis.

Oferta, Zoneamento e Custos de Construção

  • Há forte consenso de que a oferta limitada (zoneamento, NIMBYs, licenciamento demorado, códigos de construção, perda de SROs) é central.
  • Alguns enfatizam os altos custos de construção e materiais; outros dizem que a regulação e a sobrecarga de processo são uma grande parte oculta.
  • Exemplos mostram grandes quedas nos aluguéis quando muitas unidades novas são construídas; céticos citam lugares como a Austrália, onde o estoque habitacional cresceu mais rápido que a população, mas os preços ainda subiram.

Proprietários, Especulação e Valor da Terra

  • Há um debate intenso sobre se os proprietários são “rentistas improdutivos” ou provedores de assunção de risco e gestão necessários.
  • Repetidamente se faz a distinção entre donos de terra, incorporadores e administradores de imóveis; muitos argumentam que apenas os dois últimos agregam valor real.
  • Ideias georgistas (impostos sobre o valor da terra, propriedade pública da terra com arrendamentos longos) são populares no debate como formas de acabar com a especulação fundiária sem eliminar os incentivos para construir.
  • Foram levantadas preocupações sobre definição algorítmica de aluguéis (RealPage) e propriedade institucional/PE, embora alguns digam que sua participação total ainda é pequena.

Corretores e Estrutura de Mercado

  • Corretores são criticados por extrair comissões percentuais altas e por terem incentivos para preços elevados; vários apontam casos antitruste recentes.
  • Outros observam que eles oferecem conhecimento de mercado e coordenação, especialmente em mercados fracos, mas admitem que IA e modelos de taxa fixa poderiam substituir grande parte de sua função.

Fatores Sociais e Culturais

  • O declínio das pensões coletivas/SROs e do co-living, casas modernas maiores e proprietários envelhecidos permanecendo em casas grandes reduzem a oferta efetiva.
  • Trabalho remoto, imigração, demanda de investidores, financiamento escolar via impostos sobre a propriedade e tratar casas como principal veículo de riqueza reforçam a escassez e a resistência política à queda dos preços.

Remédios Propostos (Frequentemente Contestados)

  • “Construir mais” (especialmente unidades mais densas, menores e mais baratas) é a principal prescrição.
  • Outras ideias: impostos sobre o valor da terra, flexibilização do zoneamento e dos códigos, fortalecimento dos movimentos de inquilinos, mais habitação pública/social, controle de aluguel (com opiniões divergentes) e direito de preferência para inquilinos quando prédios são vendidos.