Engenheiro de IA afirma ter decifrado o Linear A

Alegação geral e status

  • A thread discute uma alegada decifração do Linear A como uma língua semítica extinta (possivelmente ancestral/relacionada ao hebraico bíblico).
  • O pesquisador teria um rascunho de manuscrito compartilhado com linguistas em grandes universidades; ainda não há pré-print nem dados completos públicos.
  • Muitos comentaristas enfatizam que isso é, no máximo, uma tentativa interessante e não deve ser tratado como uma decifração resolvida até que especialistas revisem o trabalho e mais evidências apareçam.

Papel das ferramentas de IA

  • Um assistente de programação de IA foi usado principalmente para:
    • Construir ferramentas em Python para analisar e organizar o corpus do Linear A (GORILA, SigLA).
    • Executar um grande número de simulações para testar se um sinal semítico é estatisticamente mais forte do que o acaso.
  • Vários comentaristas enfatizam que o humano fez o trabalho conceitual; a IA acelerou a codificação e a análise.
  • Outros argumentam que a conquista é inseparável das ferramentas modernas; sem IA, o trabalho talvez não fosse viável para um não especialista.

Reprodutibilidade e ceticismo

  • Houve forte reação negativa à ausência de um manuscrito, código ou tabelas de tradução públicos (apesar das alegações de cerca de 300 palavras traduzidas).
  • Há preocupação de que fluxos de trabalho baseados em LLM sejam “reprodutíveis de forma frágil” devido a saídas estocásticas e sensibilidade a prompts.
  • Alguns comparam isso a “avanços” de alto perfil do passado que ruíram sob escrutínio (por exemplo, outras alegações sobre o Linear A, supercondutores à temperatura ambiente).
  • Uma comunidade focada em clássicos em outro lugar é relatada como cética em relação à alegação.

Questões linguísticas e técnicas

  • O Linear A é notoriamente difícil:
    • Corpus minúsculo (~7.500 caracteres em ~1.500 inscrições, em sua maioria semelhantes a listas).
    • Possivelmente múltiplas línguas e uso intenso de abreviações.
    • Língua subjacente desconhecida e compreensão incompleta da escrita.
  • Debate sobre:
    • Se assumir que os sinais do Linear A compartilham valores com o Linear B é justificável.
    • Quanto pode ser inferido de fórmulas recorrentes como a “fórmula da libação”.
    • Se mapear fragmentos de palavras a raízes semíticas é convincente ou apenas seleção tendenciosa em meio a um enorme grau de liberdade.
    • Por que uma língua semítica seria escrita com uma silabário CV incluindo vogais, dado o caráter normalmente consonantal das escritas semíticas.

Implicações mais amplas

  • Alguns veem potencial de que métodos aumentados por IA possam ajudar em outras escritas ainda indecifradas (por exemplo, Indus, Isthmian, Voynich).
  • Outros argumentam que limites de teoria da informação podem tornar impossível decifrar completamente um par língua/escrita desconhecido sem mais dados ou textos bilíngues.