Nós movemos nossos dados do Bluesky para o Eurosky
Habilidades de self-hosting e soberania de dados da UE
- Os comentaristas observam uma demanda crescente por infraestrutura não norte-americana, especialmente na Europa e em organizações próximas ao governo.
- A experiência com Linux, self-hosting e habilidades “old school” de administração de sistemas é vista como recém-valiosa, em meio ao afastamento dos hyperscalers dos EUA.
- Há trabalho contratado para recriar funcionalidades semelhantes às da AWS em provedores da UE (por exemplo, OVH), mas isso costuma ficar enterrado em camadas de burocracia e compras lentas.
- A incerteza econômica, o ciclo de hype da IA, a estagflação na Europa e o fim do dinheiro barato estariam desestimulando novos investimentos em infraestrutura.
O que a mudança da Waag para o Eurosky representa
- A “notícia” é בעיקר que a Waag saiu do PDS hospedado do Bluesky para um provedor europeu de PDS (Eurosky), e não para um self-hosting completo.
- Alguns argumentam que a descentralização não exige que a maioria das pessoas faça self-hosting, apenas que nenhum provedor único domine; outros duvidam que muitos usuários comuns algum dia deixem a hospedagem padrão.
Descentralização, identidade e chaves no ATProto
- Um lado argumenta que o ATProto incentiva estruturalmente a centralização: as identidades e chaves da maioria dos usuários são, na prática, controladas pelo seu PDS (atualmente, em sua maioria, o Bluesky), de modo que um “rug pull” do Bluesky poderia apagar a rede.
- O contra-argumento: as identidades são baseadas em DIDs, não ligadas a um único PDS; os usuários podem registrar chaves de rotação e assumir o controle, e o diretório PLC é auditável com logs de transparência.
- Os críticos respondem que, na prática, quase nenhum usuário vai gerenciar suas próprias chaves, então a descentralização teórica não se traduz em controle real do usuário.
Privacidade, vigilância e dados públicos
- O ATProto é descrito como explicitamente voltado à replicação pública; ele oferece essencialmente nenhuma privacidade, o que alguns dizem facilitar a vigilância em massa.
- Outros respondem que mídias sociais públicas são, por definição, públicas e não devem ser confundidas com casos de uso de mensagens privadas.
Modelos de financiamento e “quem construiu a internet”
- Um grupo enfatiza que partes importantes da internet, DNS, e-mail e a web foram comercializadas e escaladas por empresas financiadas por VC.
- Outros rebatem, destacando o papel fundamental de pesquisas governamentais e acadêmicas e de organizações sem fins lucrativos (Internet Archive, Let’s Encrypt, ICANN, Linux Foundation).
- Há consenso de que organizações sem fins lucrativos financiadas por empresas podem ajudar a manter a infraestrutura central alinhada com objetivos de bem público, mesmo que empresas financiadas por VC construam sobre ela.
Alternativas: Mastodon, Fediverse, Solid, Nostr
- Alguns perguntam por que as organizações não simplesmente executam Mastodon e entram no Fediverse em vez de usar o Bluesky, que veem como um “beco sem saída”.
- O ATProto é contrastado de forma positiva com o Solid de Tim Berners-Lee (visto como complexo demais), mas tanto o ATProto quanto o Fediverse são vistos por alguns participantes como muito mais centralizados do que o Nostr.