Relatório de Progresso do Asahi Linux 7.1
Sentimento geral sobre o progresso do Asahi
- Muitos se impressionam com o fato de uma pequena equipe ter alcançado Vulkan 1.2 nativo e ampla usabilidade, especialmente no M1/M2.
- Outros enfatizam que problemas-chave continuam sem solução depois de anos (por exemplo, gerenciamento de energia), ilustrando a dificuldade de fazer engenharia reversa em hardware proprietário.
- Alguns argumentam que até mesmo o suporte parcial em alguns modelos já é um grande avanço em comparação com não ter alternativa nenhuma.
Suporte a hardware, gerenciamento de energia e uso diário
- Os relatos divergem sobre a usabilidade: alguns dizem que a drenagem de bateria do M1 Air em idle é alta demais e que a exibição externa (Alt-DP) é problemática em certos ambientes de desktop; outros relatam o Asahi como um daily driver muito estável em um M2 Max com DisplayPort funcionando.
- O gerenciamento de energia é complicado porque a Apple não implementa PSCI, que é o que o Linux espera; as plataformas da Apple usam seu próprio mecanismo.
- O suporte ao M3 está em andamento; componentes centrais (PCIe, Wi‑Fi, Bluetooth, NVMe, dispositivos de entrada) aparentemente funcionam em builds de desenvolvimento, mas o suporte ao instalador ainda está distante.
Incentivos da Apple e abertura
- Muitos questionam por que a Apple não financia ou ajuda o Asahi, sugerindo que isso seria um gesto de boa vontade barato e poderia vender mais hardware.
- Contra-argumentos:
- Os Macs representam uma pequena parte da receita da Apple; a Apple otimiza principalmente para seu próprio ecossistema, serviços e controle.
- Dar suporte ao Linux aumenta a responsabilidade e a manutenção de longo prazo; a Apple prefere manter firmware, drivers e esquemas em privado.
- Historicamente, a Apple não priorizou Linux nem mesmo em arquiteturas anteriores.
- Alguns observam que a Apple já oferece forte suporte à virtualização no Apple Silicon, que usam em vez do Asahi em bare metal.
Distros, upstreaming e ecossistema
- O trabalho do Asahi está sendo encaminhado para o kernel principal, mas isso é lento e exigente.
- Várias distros já existem ou são possíveis no Apple Silicon: Fedora Asahi Remix, Arch, Void, NixOS, Ubuntu Asahi e ports experimentais do Debian.
- Alguns esperam uma necessidade persistente de instaladores/bootloaders específicos do Asahi devido às particularidades da plataforma da Apple.
Processo do projeto, políticas e ferramentas
- O m1n1 permite boot automatizado via tether, depuração e fluxos de trabalho semelhantes a CI.
- O projeto proíbe explicitamente o uso de LLMs para contribuições, o que alguns veem como filosoficamente sólido, mas limitante na prática.
- A discussão toca a cultura do kernel Linux: altos padrões são valorizados, mas a toxicidade nas revisões é vista como uma barreira para alguns contribuidores.
Hardware alternativo e comparações
- Vários argumentam que a Apple já não domina de forma única a qualidade de laptops; Framework, Zephyrus, XPS e outros são vistos como competitivos, especialmente com chips x86/Arm mais novos.
- Para bateria de alto nível com *nix, muitos ainda veem os MacBooks (com macOS) como insuperáveis; a autonomia no Linux em hardware genérico fica atrás.