Dua Lipa abre biblioteca para livros banidos e censurados em Portugal
O que esta “biblioteca” realmente é
- Localizada dentro de uma famosa livraria do Porto; vários comentadores sublinham que se trata de uma livraria com uma exposição permanente de “livros banidos/censurados”, mais próxima de uma exposição ou instalação artística do que de uma biblioteca tradicional de empréstimo.
- A entrada na loja anfitriã é paga e muito turística; alguns duvidam de quão consequente é este projeto para além do marketing e do turismo.
- A coleção terá cerca de 100 títulos, por isso é relativamente pequena.
Debate sobre a palavra “banido”
- Uma grande subthread discute definições:
- Um lado insiste que “banido” deveria significar ilegal de possuir ou distribuir, com penas criminais (censura ao estilo clássico de ditadura).
- Outros argumentam que, em inglês normal, é legítimo dizer que algo está “banned” num contexto específico (por exemplo, numa escola, plataforma ou site), e que este uso precede de longe as atuais guerras culturais.
- Alguns comentadores distinguem “banido”, “censurado” e “retirado da curadoria por razões de idade ou espaço”; outros acham isto pedante ou ambiguidade usada como arma.
EUA vs Europa e contexto de Portugal
- Reitera-se que estes livros não estão banidos em Portugal nem na UE como um todo; normalmente são controversos ou foram removidos de alguns distritos escolares ou bibliotecas nos EUA.
- Há desacordo sobre se os estados da UE “não banem livros”: são dados exemplos de proibições legais de conteúdo extremista, genocida, sexual envolvendo crianças ou instruções sobre suicídio em vários países.
- São mencionadas proibições históricas sob ditaduras na Europa; alguns notam que o título do artigo é enganador se lido como “banidos em Portugal”.
Bibliotecas escolares, pais e autoritarismo
- Há um forte debate sobre se remover ou excluir livros de bibliotecas escolares conta como censura ou apenas curadoria apropriada à idade.
- Um dos lados compara remoções locais em escolas com repressão autoritária, especialmente quando impulsionadas por pequenos grupos com motivações políticas ou religiosas.
- O outro lado diz que “banimentos” “a sério” implicam o Estado criminalizar a posse; vê decisões escolares (ou controlo parental) como distinções legítimas, e até necessárias, para crianças.
Marketing, guerra cultural e reações
- Alguns veem o projeto como “slacktivismo” simbólico ou uma jogada de marketing a aproveitar a expressão carregada “banned books” e a importar para a Europa o enquadramento da guerra cultural dos EUA.
- Outros acolhem bem qualquer esforço de alto perfil que normalize a leitura, contrarie esforços de censura ou leve jovens para materiais desafiantes.
- Vários comentadores acham genuíno o interesse literário da celebridade e esperam que o esforço leve mais fãs a ler, mesmo que a política e a marca sejam confusas.