Publicidade da BMW com Spider-Man no carro
A decisão da BMW de empurrar uma promoção em vídeo com tema do Spider-Man para as telas do sistema de infoentretenimento do carro gerou preocupação com a publicidade e o rastreamento cada vez mais presentes em veículos pelos quais os proprietários já pagaram um preço premium. Os comentadores ligam isso a uma “enshittification” mais ampla de produtos de consumo, de TVs a geladeiras e smartphones, onde anúncios, telemetria e recursos difíceis de desativar corroem as noções tradicionais de propriedade e privacidade. Muitos dizem que isso os está empurrando para carros mais antigos e simples, ou para marcas percebidas como menos invasivas, e questionam se reguladores ou forças de mercado protegerão de fato a atenção e os dados dos condutores.
Natureza do anúncio do Spider-Man no carro
- A BMW mostra uma promoção do Spider-Man no display do painel; a linguagem oficial descreve isso como uma “surpresa festiva”.
- Alguns relatos dizem que aparece como um ícone clicável; outros dizem que é reproduzido automaticamente, como as animações de fim de ano anteriores, com um ícone apenas para repetir. O comportamento exato está um pouco incerto.
- Isso é direcionado a versões específicas de software (BMW Operating System 7–9 e “OS X”) em carros mais novos.
Reações dos usuários e percepção de dano à marca
- Muitos veem isso como extremamente brega para uma marca “premium” e um forte motivo para evitar futuros BMWs.
- Vários dizem que isso confirma um declínio contínuo: de “máquina de dirigir definitiva” para “sistema de entrega de publicidade”.
- Alguns ameaçam vender os carros, evitar a BMW permanentemente ou aderir a uma ação coletiva.
- Uma minoria argumenta que “não é forçado”, já que é preciso clicar, mas outros dizem que o posicionamento e o condicionamento tornam isso efetivamente inevitável.
Comparações com outros produtos e marcas
- Foram traçados paralelos com:
- Kindles sustentados por anúncios, em que os anúncios são divulgados e o dispositivo é mais barato.
- Companhias aéreas de baixo custo que cobram por tudo, em contraste com o suposto posicionamento premium da BMW.
- Outras montadoras já exibindo anúncios (Mercedes, Stellantis) versus marcas vistas como livres de anúncios (Toyota/Lexus, Honda/Acura, Volvo, Genesis — com base na experiência dos usuários).
- A imposição indesejada do álbum do U2 e a crescente publicidade da Apple dentro do sistema operacional.
- Alguns observam a monetização anterior controversa da BMW (por exemplo, assinaturas de recursos, hardware proprietário) como parte da mesma trajetória.
Segurança, distração e regulamentação
- Há preocupação de que um bug ou design ruim possa exibir anúncios em vídeo أثناء dirigir, contribuindo para acidentes por distração ao volante.
- O tópico também discute recursos de segurança obrigatórios da UE (assistente de faixa, alertas de velocidade, rastreamento ocular), que muitos consideram intrusivos ou até perigosos em condições reais.
- Alguns defendem esses sistemas de segurança como bem-intencionados e às vezes capazes de salvar vidas; outros dizem que alertas constantes acabam sendo mentalmente filtrados.
Coleta de dados e vigilância
- Preocupação de que a conectividade, os sensores e a telemetria dos carros modernos permitam rastreamento disseminado, com impacto sobre seguro e privacidade.
- Os celulares já coletam dados de localização, mas os carros podem adicionar métricas detalhadas de comportamento (frenagem, aceleração, distância de seguimento, uso do indicador).
Preocupações mais amplas com “enshittification” e justiça
- Visto como parte de uma tendência maior: TVs, geladeiras, celulares e carros ganhando telas e anúncios depois da compra.
- Reclamações de que os fabricantes cobram em dobro: preço total de varejo mais receita de anúncios, sem repasse de receita ou opção real de sair para os proprietários.
- Alguns argumentam que camadas financiadas por anúncios só são aceitáveis quando claramente opcionais, mais baratas e sem bloqueio por assinatura.