A/I encerra atividades
Um coletivo italiano de hacktivismo de esquerda, que há 25 anos fornece email e hospedagem com foco em privacidade para ativistas, está encerrando as atividades depois que o governo dos EUA o designou como entidade terrorista global, pressionando seus bancos e provedores de infraestrutura. Comentadores debatem se as alegações do Departamento de Estado de que o grupo “construiu e operou infraestrutura digital para militantes violentos de extrema esquerda” são sustentadas por provas, ou se a medida criminaliza hospedagem e comunicação criptografada em geral. O caso é usado para destacar o domínio dos EUA sobre as finanças globais e a infraestrutura da internet, o uso crescente de rótulos de “terrorismo” contra opositores políticos e o renovado interesse em formas descentralizadas ou offline de organização.
O que aconteceu com A/I
- Um coletivo italiano de longa data, que fornece email, hospedagem e blog para grupos de esquerda/antifascistas, está encerrando as atividades depois que os EUA o designaram como “terrorista global especialmente designado”.
- A designação efetivamente corta o acesso bancário e expõe usuários e parceiros de infraestrutura a sanções; a A/I argumenta que permanecer online agora coloca os usuários em risco.
Justificativa dos EUA vs. ceticismo
- A declaração dos EUA afirma que a A/I “constrói e opera infraestrutura digital” para grupos violentos de extrema esquerda, citando sabotagem ferroviária e energética na Europa, um ataque a um oleoduto e ligações com várias organizações já designadas.
- Alguns comentadores consideram os exemplos específicos e potencialmente condenatórios, se verdadeiros (especialmente a triagem ideológica mais o uso repetido por células violentas).
- Outros argumentam que isso apenas mostra que terroristas usaram as ferramentas públicas da A/I, como poderiam usar Gmail, Signal, ProtonMail, telefones ou ISPs; eles não veem prova concreta de que a A/I tenha, ela própria, planejado ou dirigido violência.
- Vários apontam a retórica da declaração (“células violentas Antifa”, “quadro de hackers radicais”) como propaganda e questionam sua credibilidade.
Liberdade de expressão, “terrorismo” e dois pesos, duas medidas
- Muitos veem isso como um ataque à expressão livre e à infraestrutura de privacidade, parte de um padrão mais amplo de rotular atividades de esquerda/antifascistas como “terrorismo”.
- Outros rebatem que fornecer infraestrutura deliberadamente, com afinidade ideológica a grupos violentos, ultrapassa a linha de um serviço neutro.
- Há debate sobre o uso cada vez mais amplo e politizado de “terrorista” e “extremista”, com comparações sobre como a violência de direita, fabricantes de armas, grandes plataformas e crimes de guerra dos EUA são tratados — ou não.
Controle dos EUA sobre finanças e a internet
- Há forte preocupação com o poder extraterritorial dos EUA por meio de sanções, compensação em dólar, ICANN e grandes plataformas de tecnologia americanas.
- Vários comentários argumentam que a Europa e outras regiões deveriam se desacoplar dos EUA em pagamentos, DNS e infraestrutura de nuvem; alguns mencionam alternativas chinesas e dos BRICS, enquanto outros alertam que a dependência apenas transfere o problema.
Resistência online vs. offline
- Vários afirmam que a internet se tornou um espaço controlado e fortemente vigiado, que canaliza a dissidência para atividades online inofensivas.
- Há chamadas para reconstruir a organização offline: panfletos, reuniões presenciais, pequenas redes de confiança, comunicações criptografadas fora das grandes plataformas.
Contornos técnicos e financeiros alternativos
- As sugestões incluem sites Tor/onion, DNS de raiz alternativa, nomes descentralizados, redes LoRa/mesh e moedas de privacidade (especialmente Monero); alguns criticam a dependência da A/I de bancos e sua rejeição ao Bitcoin.
- Outros observam que nada disso resolve o problema político central: uma vez que um Estado o trata como terrorista, ele pode pressionar a infraestrutura e os aliados por tempo praticamente indeterminado.