O desempenho de leitura e matemática dos estudantes no PISA 2025 caiu em toda a OCDE
Os resultados do PISA 2025 da OCDE mostram uma queda acentuada no desempenho em leitura e matemática em muitos países, com descidas especialmente fortes nas nações ocidentais em comparação com pontuações relativamente estáveis ou em melhoria em partes do Leste Asiático e do Sul Global. Os comentadores debatem possíveis causas, desde smartphones, redes sociais e trabalho escolar assistido por IA até mudanças nas filosofias educacionais, perturbações da pandemia, alterações demográficas e políticas de inclusão em sala de aula. Alguns também questionam até que ponto os estudantes levam a sério testes padronizados de baixo impacto e se a crescente distração digital dentro e fora da escola está a prejudicar tanto a aprendizagem como a fiabilidade destas avaliações.
Enquadramento Geral
- Comentadores veem a queda no PISA como real, mas com múltiplas causas, havendo forte discordância sobre quais fatores importam mais.
- Vários observam que a queda não é uniforme entre países e disciplinas, por isso “em toda a OCDE” pode obscurecer variações importantes.
Motores Propostos da Queda
- Distração digital: Forte foco em smartphones, redes sociais, “doomscrolling”, YouTube e design de apps que capturam a atenção.
- COVID-19: Amplamente citada como um ponto de inflexão, especialmente para estudantes já desfavorecidos.
- Política educacional: Exemplos incluem menor ênfase em matemática (por exemplo, alguns percursos franceses), pedagogia construtivista/“autodirigida” e políticas de educação inclusiva que podem sobrecarregar as salas de aula.
- Cultura mais ampla: Demasiado entretenimento, pouco esforço em testes sem grande impacto, normas mais fracas em torno da diligência e mudanças nos papéis parentais.
IA, Aprendizagem e EdTech
- Resultado do PISA: Estudantes que usam IA para tarefas escolares específicas (resumos, rascunhos, pesquisa) correlacionam-se com pontuações mais baixas.
- Alguns veem isto como um forte aviso contra a IA e os ecrãs nas salas de aula; outros argumentam que reflete sobretudo uso indevido (externalizar o trabalho em vez de aprender).
- Nuance: O uso de IA “para me ajudar a aprender” parece menos prejudicial ou ligeiramente benéfico em níveis moderados; a dependência excessiva parece prejudicial.
- Debate sobre tutores de IA: Potencial efeito individualizado “2 sigma” vs. risco de muitos estudantes os usarem para evitar esforço.
Diferenças por País e Cultura
- Economias do Leste Asiático (Japão, Coreia, Singapura, Taiwan) mostram pequenas quedas ou estabilidade em comparação com fortes descidas em muitos países ocidentais.
- Explicações levantadas: cargas de trabalho mais pesadas e pressão de exames em partes da Ásia vs. “mimar” ou expectativas mais fracas no Ocidente.
- Alguns apontam a imigração e questões de língua de ensino; outros destacam exemplos como a Polónia, com quedas relativamente pequenas.
Qualidade e Interpretação do Teste
- O PISA tem baixo impacto para os estudantes; evidências mostram aumento de respostas “apressadas” e menor esforço auto-relatado, levantando dúvidas sobre a fiabilidade.
- Relatos anedóticos afirmam que estudantes em alguns países correm deliberadamente ou ignoram o teste.
- Alguns comentadores surpreendem-se com a metodologia do PISA e questionam o seu estatuto de “padrão-ouro”.
Telemóveis e Política Escolar
- Proibições de telemóveis: opiniões mistas. Os dados do relatório não mostram uma correlação simples com melhores pontuações, mas alguns argumentam que os benefícios (menos distração, bullying) vão além do desempenho em testes.