Microsoft forçou as pessoas a instalar o seu navegador (2010)

O empacotamento do Internet Explorer com o Windows no fim dos anos 1990 e início dos anos 2000 é revisitado como exemplo de como uma plataforma dominante pode distorcer padrões da web, prender usuários e sobrecarregar desenvolvedores com soluções de compatibilidade. Comentadores comparam aquela época ao cenário atual dos navegadores, argumentando que Google Chrome e Apple Safari agora exercem poder semelhante por meio de padrões de fato, regras de loja de apps e incentivos no nível do sistema operacional que limitam a escolha real. Muitos veem progresso técnico na compatibilidade web desde os dias do IE6, mas sustentam que o controle de plataforma, os padrões obscuros e as trocas de segurança simplesmente mudaram de lugar, em vez de desaparecer.

Legado do IE para Desenvolvedores

  • Muitos lembram o IE como tecnicamente penoso: grandes frações do código de UI eram contornos específicos para IE, especialmente em torno do layout.
  • Outros argumentam que o IE introduziu cedo ideias importantes: o modelo de caixa “correto” (em relação ao que veio depois), abordagens iniciais de incorporação, manipulação do DOM para “web apps” e XMLHttpRequest.
  • Há اختلاف sobre o comportamento em relação aos padrões: alguns dizem que todos os fornecedores dobravam os padrões; outros citam o extenso histórico de bugs e testes do Mozilla (por exemplo, Acid) mostrando esforços fortes para conformidade e, muitas vezes, seguindo escolhas do W3C que favoreciam o trabalho anterior da Microsoft em CSS.

Padrões, Padrões de Fato e Flash

  • Debate sobre o que conta como um “padrão da internet”: especificações formais vs. tecnologia proprietária amplamente implantada.
  • Flash é citado como um padrão de fato que “todo mundo tinha”; outros enfatizam que era proprietário, inseguro e nunca foi padronizado.
  • Alguns elogiam a Apple/Jobs por ajudar a matar o Flash; outros observam que o Flash em dispositivos móveis no fim da era era pesado em recursos e mal otimizado.

Chrome, Safari e Argumentos de “Novo IE”

  • Alguns veem o Chrome como o novo IE: enorme participação de mercado, sites otimizados apenas para ele, capacidade de definir padrões de fato, conflitos de interesse em torno de anúncios e suposta degradação deliberada em concorrentes.
  • Outros propõem o Safari como o novo IE: no iOS ele é efetivamente obrigatório, com mecanismos restritos ao WebKit limitando as capacidades da web e vinculando os desenvolvedores ao ritmo da Apple.
  • Contra-argumento: a participação global e o comportamento do Safari são considerados muito menos danosos do que a estagnação da era do IE6.

Integração com o SO, Aprisionamento e Escolha do Usuário

  • A integração histórica IE–Windows é comparada às práticas atuais:
    • Windows 10/11 empurrando o Edge (pop-ups, esquemas URI especiais, alguns apps ignorando o navegador padrão).
    • Dificuldade de alterar padrões, e o Edge se reafirmando após atualizações.
  • Alguns acham que o antigo comportamento da Microsoft era benigno em comparação com os padrões obscuros atuais; outros enfatizam que as tentativas anteriores de fundir navegador e sistema operacional foram uma ameaça séria à web aberta.
  • A regra do iOS de apenas WebKit é criticada por congelar os padrões da web e impedir competição real entre navegadores; defensores argumentam que isso traz benefícios de segurança e desempenho.

Segurança, Runtimes e Atualizações

  • Usar um único runtime bem auditado (motor de navegador, PDF.js, Electron/CEF) é visto tanto como um ganho de segurança quanto como um risco de centralização.
  • As opiniões se dividem sobre o Windows Update: alguns o desativam para evitar mudanças indesejadas e perdas de desempenho; outros chamam isso de irresponsável e arriscado em termos de segurança.