Empresa de scooters elétricos Bird entra com pedido de falência
A operadora de scooters elétricos Bird entrou com pedido de falência sob o Capítulo 11 nos EUA, gerando perguntas sobre o que acontece com seus veículos e o que essa decisão sinaliza para o setor mais amplo de micromobilidade. Os comentaristas avaliam os benefícios das scooters compartilhadas como transporte de “última milha” em contraste com problemas como desordem nas calçadas, riscos à segurança, resistência municipal e modelos de negócio que lutam sem subsídios. Muitos argumentam que as scooters estão sendo tratadas com padrões mais rígidos do que os carros, apesar de ocuparem muito menos espaço, enquanto outros dizem que as externalidades das frotas sem estação justificam regulamentação mais rígida ou uma migração para sistemas mais estruturados, como bicicletas baseadas em estações.
Falência e Ativos
- A declaração é uma reestruturação do Capítulo 11, não um encerramento imediato; as operações devem continuar.
- Os ativos (incluindo as frotas de scooters) devem ser vendidos aos maiores licitantes; scooters levadas para casa sem compra ainda são descritas como furto.
- Alguns observam que as operações no Canadá/Europa não fazem parte da declaração nos EUA e continuam normalmente.
Propriedade, Hackeamento e Vandalismo de Scooters
- Vários comentários perguntam se as scooters podem ser “reivindicadas” ou destravadas para uso pessoal; outros descrevem a substituição da eletrônica de controle para reaproveitar unidades abandonadas.
- Os modelos iniciais, segundo relatos, eram fáceis de hackear; existem comunidades e guias para isso.
- Há menções recorrentes a scooters sendo jogadas em rios ou portos, vistas tanto como vandalismo quanto como problema ambiental.
Experiência do Usuário e Preços
- Experiências mistas: alguns acharam as scooters Bird divertidas, convenientes e boas para “última milha” ou para viajar em cidades desconhecidas; outros as viram como fracas, pouco confiáveis ou com o app quebrado.
- Vários comentários dizem que a Bird frequentemente era mais cara do que Uber/Lyft ou e-bikes locais, tornando o uso casual pouco atraente.
Regulação, Desordem nas Calçadas e Acessibilidade
- Forte frustração com scooters bloqueando calçadas, rampas da ADA e faixas de pedestres; alguns citam isso como justificativa para regulação rígida ou proibições.
- Outros argumentam que ferramentas de fiscalização (estacionamento designado, fotos no app, denúncia por QR, reposicionamento por funcionários) podem mitigar o problema e já funcionam em algumas cidades.
- A tensão entre preocupações com acesso para pessoas com deficiência e o desejo por micromobilidade conveniente é um tema central.
Micromobilidade vs Carros e Transporte Público
- Alguns veem as scooters como uma das melhores invenções modernas de mobilidade, resolvendo problemas de última milha de forma mais flexível do que ônibus.
- Outros argumentam que bicicletas ou e-bikes são superiores (mais rápidas, mais práticas, mais baratas) e que os aluguéis atendem principalmente turistas em vez de substituir carros.
- Vários apontam que carros e vias são fortemente subsidiados e também causam obstrução e perigo, mas as scooters recebem reação negativa desproporcional.
Modelo de Negócio e Viabilidade
- As preocupações incluem paralisação sazonal em climas frios, dependência de RFPs municipais, designs pesados resistentes a vandalismo e altos custos operacionais.
- Alguns criticam software de baixa qualidade e pouca confiabilidade como fatores contribuintes.
- Há debate sobre se o aluguel de scooters é inerentemente falho ou apenas mal administrado em comparação com bike-sharing e outros modos.