Reino Unido anuncia operações comerciais do mais longo interconector terrestre/submarino
Um novo interconector submarino de 1,4 GW, o “Viking Link”, entre o Reino Unido e a Dinamarca está entrando em operação comercial, com o objetivo de compartilhar excedentes de energia renovável e suavizar a oferta em toda a Europa do Norte. Os comentaristas avaliam se isso realmente reduzirá as contas dos consumidores ou se beneficiará בעיקר as empresas de energia, observando efeitos complexos sobre os preços no atacado, os tetos governamentais e as regras do mercado transfronteiriço. O projeto também é apresentado como infraestrutura de resiliência da rede no longo prazo, com debate sobre seu retorno financeiro e de carbono em várias décadas e seu papel na redução da dependência de carvão e gás.
Impacto nos preços e nas contas dos consumidores
- Alguns esperam economias para os consumidores do Reino Unido; o valor citado é de cerca de £500 milhões em 10 anos, o que dá algo como alguns pence por pessoa por mês.
- Outros são céticos de que as economias cheguem aos consumidores, argumentando que os lucros predominarão.
- A mídia norueguesa, segundo relatos, prevê contas ligeiramente mais altas (~£10–15/ano) tanto no Reino Unido quanto na Noruega devido a mais concorrentes elevando os preços quando a energia é escassa.
- Contra-argumento: mercados maiores e integrados e fluxos bidirecionais devem suavizar os picos, geralmente reduzindo os preços em vez de aumentá-los.
Dinâmica de mercado e papel do interconector
- O interconector é bidirecional; ele pode exportar o excedente do Reino Unido (por exemplo, períodos ventosos com preços negativos/muito baixos) e importar quando o Reino Unido está em falta.
- Exemplos de tarifas dinâmicas mostram preços muito baixos ou até negativos em certos momentos; a nova demanda da Dinamarca pode elevar esses mínimos, enquanto as exportações dinamarquesas podem reduzir os picos de preço no Reino Unido.
- Alguns discutem como os interconectores alteram a convergência de preços (por exemplo, 5p versus 7p acaba perto de 6p, 40p versus 42p acaba perto de 41p).
Renováveis, carvão e gás
- Visto como parte de uma estratégia mais ampla do Mar do Norte (Reino Unido, Dinamarca, Países Baixos, Alemanha) para integrar redes elétricas intensivas em eólica.
- O Reino Unido já tem ampla energia eólica offshore, mas enfrenta problemas de política/incentivos, especialmente nos leilões recentes.
- Interconectores, junto com diversificação geográfica, ajudam a suavizar a variabilidade da energia eólica e reduzem a necessidade de carvão.
- A geração a carvão no Reino Unido já é de cerca de 1%, e a última usina está programada para fechar em 2024, embora alguns defendam manter capacidade como reserva, dado o aperto das margens e o histórico de risco com o gás.
Noruega, Dinamarca e efeitos regionais
- Alguns afirmam que esses links “arruinaram” o mercado norueguês ao elevar os preços apesar da hidreletricidade barata.
- Outros argumentam que a Noruega se beneficia ao exportar o excedente de hidreletricidade e ao efetivamente “armazenar” energia eólica via reservatórios; grande parte disso é estatal, então os lucros vão para os cidadãos.
Custos, retorno e filosofia de infraestrutura
- O custo do projeto é de cerca de £1,7 bilhão; com uma estimativa de £50 milhões/ano de economia, o retorno financeiro implícito é de várias décadas.
- Alguns veem isso como aceitável para infraestrutura de longa vida útil (analogias com pontes, túneis); outros questionam se isso realmente é uma oportunidade óbvia de descarbonização.
Pontos técnicos e diversos
- Especificações de HVDC foram discutidas: ±525 kV, 800 MW inicialmente, planejados 1.400 MW; corrente na ordem de alguns milhares de amperes.
- Preocupações de segurança com cabo submarino de alta potência são minimizadas; sistemas de proteção e dissipação pela água do mar são citados.
- Ferramentas como Electricity Maps e painéis da rede elétrica do Reino Unido são usadas para acompanhar os fluxos em tempo real.