Ubisoft Diz em Voz Alta: Queremos que as pessoas se habituem a não possuir o que compraram
O objetivo declarado da Ubisoft de fazer os jogadores “ficarem confortáveis por não possuírem os seus jogos” desencadeia uma análise mais ampla de como os modelos de subscrição e streaming estão a remodelar a propriedade digital. Os კომენტadores ponderam a conveniência e o menor custo inicial das subscrições de jogos face à perda de controlo, acesso a longo prazo, direitos de revenda e preservação cultural, traçando paralelos com o streaming de música e vídeo e com outras plataformas como Steam e Game Pass. Muitos defendem que, se as compras forem apenas licenças revogáveis em vez de cópias possuídas, isso enfraquece o argumento moral contra a pirataria e deveria desencadear uma proteção do consumidor mais forte e uma rotulagem mais clara do que está a ser vendido.
Propriedade vs. Licenciamento
- Muitos argumentam que “comprar” a maioria dos jogos digitais é, na verdade, comprar uma licença revogável, e não uma verdadeira propriedade.
- Vários consideram enganoso usar a palavra “comprar” para algo que, na prática, é uma locação e querem rótulos mais claros (“alugar/arrendar” vs “comprar”).
- Outros dizem que isto já acontece há muito tempo com música e software (CDs, DVDs, Adobe, SaaS); o que está a mudar é que as licenças são mais curtas e mais fáceis de revogar.
- Alguns propõem reformas legais: direitos do consumidor mais fortes, “propriedade digital” explícita, direito de fazer jailbreak quando os serviços terminam, ou custódia obrigatória de código-fonte/servidor.
Pirataria, Roubo e Moralidade
- Debate recorrente sobre se a pirataria é “roubo”:
- Um lado: copiar não priva o proprietário de uma cópia; é violação de direitos de autor ou prejuízo financeiro, não roubo.
- Contra-argumento: a PI continua a ser propriedade privada; roubar segredos comerciais ou ficheiros proprietários pode ser processado como roubo em alguns casos.
- As visões morais vão de “pirataria é desobediência civil contra licenciamento/DRM abusivos” a “continua a estar a levar algo sem pagar, quebrando o contrato social”.
- Alguns ligam explicitamente a não-propriedade ao estilo da Ubisoft a uma maior justificação moral para a pirataria (“se comprar não é possuir, piratear não é roubar”).
Subscrições e Modelos de Não-Propriedade
- Defensores das subscrições:
- Acesso mais barato a muitos títulos; bom para jogos “jogar uma vez, seguir em frente”.
- Analogias com Netflix/Spotify e Game Pass; conveniência e variedade compensam a falta de propriedade para muitos.
- Críticos:
- Fragmentação em muitas subscrições separadas (Ubi, EA, MS, etc.) aumenta o custo total.
- Perda de revenda, oferta e acesso a longo prazo; percebido como mera extração de receitas.
- Preocupação de que a linguagem “isto precisa de acontecer” seja uma forma de as empresas remodelarem o comportamento do consumidor para lucro.
Preservação, Nostalgia e Longevidade
- Forte preocupação com a preservação dos jogos e a nostalgia futura quando os serviços fecham ou as licenças expiram.
- Exemplos: Stadia, Ouya, remoção de plataformas em Rocket League, encerramento dos servidores de The Crew, áudio removido de jogos, conteúdo do Audible a desaparecer.
- Muitos pedem instaladores offline, cópias sem DRM ou a libertação do código do servidor quando o suporte termina.
Plataformas, Confiança e Resposta do Consumidor
- O Steam é visto como relativamente confiável, mas ainda assim não é verdadeira propriedade; GOG e mídia física são favorecidos pela permanência.
- O Ubisoft Connect e outros launchers são amplamente criticados por serem instáveis e anti-consumidor.
- Alguns respondem com boicotes, voltando a hardware retro, usando emuladores/Everdrives ou pirateando conteúdo que não conseguem “possuir” de forma fiável.