Filmes da Studio Canal comprados na PlayStation Store removidos sem reembolso
Natureza das “compras” digitais
- Forte discordância quanto a chamar essas transações de “compra” quando o acesso pode ser revogado depois.
- Muitos argumentam que isso é, na prática, aluguel sob um “prazo indeterminado”, apesar de haver um botão “Comprar”.
- Alguns dizem que os consumidores assumem razoavelmente que “comprar” significa acesso permanente; outros dizem que, hoje em dia, é bem conhecido que as “compras” digitais são licenças condicionais.
Licenciamento e responsabilidade da Sony
- A remoção é atribuída ao vencimento de acordos de licenciamento de conteúdo com a StudioCanal.
- Vários argumentam que a Sony deveria ter negociado direitos perpétuos para títulos já “comprados”.
- Outros observam que os contratos podem ser por prazo indeterminado ou revogáveis, mas ainda assim acham que a Sony poderia ao menos reembolsar os clientes.
- Uma minoria sugere que a Sony provavelmente se resguardou legalmente nos termos de serviço, mesmo que isso pareça antiético.
Questões legais / de proteção ao consumidor
- Vários comentários descrevem isso como fraude ou “com cheiro de fraude”, já que os clientes pensavam estar comprando.
- Alguns discutem ações de pequenas causas; há ceticismo de que isso seja economicamente viável ou executável.
- Debate sobre se T&Cs ocultos deveriam ser suficientes para permitir tais remoções; muitos acham que não deveriam.
Por que as pessoas compram digitalmente mesmo assim
- Principais razões: conveniência, sem mídia física para gerenciar, especialmente para conteúdo infantil e filmes para rever.
- A diferença de preço entre alugar e “comprar” costuma ser pequena, empurrando os usuários para a compra.
- Alguns não têm tempo/habilidade para montar soluções de ripping e auto-hospedagem, mesmo entendendo os riscos.
Pirataria, auto-hospedagem e mídia física
- Muitos dizem que esse comportamento os empurra para a pirataria, que oferece acesso melhor e mais durável, com menos restrições.
- Outros enfatizam comprar DVDs/Blu-rays e fazer rip para servidores locais (Jellyfin, etc.) para evitar retirada abrupta.
- Modelos sem DRM no estilo da GOG são elogiados; a Steam é vista como relativamente confiável em comparação com as lojas de consoles.
Crítica mais ampla ao setor
- Encarado como parte de uma “enshittification” mais ampla da mídia digital e do excesso de alcance de copyright/DRM.
- Alguns veem isso como prova de que o setor ainda não adaptou os modelos de negócio ao custo marginal quase zero da distribuição digital.