Em Louvor dos Botões
Interfaces planas e minimalistas estão recebendo críticas por dificultarem ver o que pode ser clicado ou tocado, com muitos argumentando que botões claros e grandes e o estilo convencional de links melhoram a descobribilidade, reduzem a carga cognitiva e ajudam a acessibilidade. Os comentaristas debatem skeuomorfismo versus design plano, a distinção entre botões e links, e como feedback, tipografia e padrões consistentes afetam a usabilidade em telas sensíveis ao toque e na web. Alguns veem as tendências atuais como regressões motivadas pela moda e esperam que controles mais explícitos, com aparência de botão, voltem conforme o gosto de design mude.
Acessibilidade, Descobribilidade e Carga Cognitiva
- Muitos comentaristas querem botões grandes e claramente delimitados e reclamam de UIs de “caçar e cutucar”, em que você precisa adivinhar o que é clicável.
- Controles planos, só de texto e só de ícone são vistos como aumentando a carga cognitiva porque dependem muito do contexto em vez de uma aparência autoevidente.
- Outros argumentam que, se o contexto torna a clicabilidade óbvia, isso pode ser suficiente, e que o artigo subestima o quanto o contexto ajuda.
Design Plano vs. Skeuomorfismo
- Várias pessoas acham que as tendências de design foram longe demais do skeuomorfismo para um ultra-plano, sacrificando usabilidade em nome da moda.
- Alguns pensam que um skeuomorfismo moderado (3D sutil, sombreamento) era um ponto ideal; elogios nostálgicos vão para sistemas mais antigos como Windows 2000 e o Mac clássico.
- Uma minoria questiona se o skeuomorfismo realmente “foi longe demais”, observando que imitar objetos do mundo real pode ser intuitivo.
Toque, Feedback e Tamanho do Alvo
- Um feedback visual claro ao tocar (onde e se uma ação foi registrada) é chamado de crucial, especialmente diante de toques perdidos e alvos de toque minúsculos no celular.
- Feedback multissensorial (som, haptics) é apreciado, mas deve ser usado com critério.
- As pessoas criticam implementações em que o feedback visual acontece, mas o clique real não.
Botões vs. Links e Semântica
- Faz-se uma distinção: links implicam navegação e entradas no histórico; botões implicam ações/efeitos colaterais no estado atual.
- Diretrizes de acessibilidade e processos judiciais são mencionados como razões para respeitar diferenças semânticas, embora alguns chamem isso de alarmismo.
- Estilizar links como botões é considerado complicado, mas muitas vezes necessário; o uso incorreto pode confundir leitores de tela e usuários.
Estética, Consistência e Moda no Design
- Alguns acham as redesenhas propostas no artigo datadas ou feias, embora concordem com a crítica de usabilidade. Outros aceitam botões com aparência mais antiga como um bom compromisso.
- O debate gira em torno de saber se os “ghost buttons” ao estilo Apple e os backlinks em texto são padrões ruins ou convenções razoáveis e consistentes do sistema operacional.
- Vários observam que as tendências de UI são cíclicas; espera-se que os botões “reais” voltem quando o design plano parecer velho.
Botões Físicos, Automação e Dispositivos
- Vários comentaristas estendem o elogio aos botões físicos, criticando superfícies de toque em eletrodomésticos e controles remotos.
- Testes de UI baseados em robôs e o provisionamento de dispositivos se beneficiam de formas de botões claras e consistentes, embora alguns questionem quão comum é essa necessidade.
Acessibilidade, Usuários Avançados e Configurações
- As opções de acessibilidade do iOS (formas dos botões, alto contraste, rótulos) ajudam significativamente alguns usuários, especialmente aqueles com TDAH ou dislexia.
- Há discordância sobre quantos “usuários avançados” existem hoje e se controles mínimos e ocultos se justificam pelos níveis de experiência dos usuários.