Atualização do Google Chrome vai fechar a porta para bloqueadores de anúncios
O que é a mudança no Chrome
- A discussão gira em torno de o Chrome abandonar extensões Manifest V2 (MV2) em favor de Manifest V3 (MV3).
- Muitos consideram o título “fim dos bloqueadores de anúncios” exagerado; já existem bloqueadores compatíveis com MV3.
- Outros argumentam que, na prática, é sim o fim dos bloqueadores de potência total como o clássico uBlock Origin no Chrome.
Efeito nos bloqueadores de anúncios (MV2 vs MV3)
- O MV3 substitui
webRequestpordeclarativeNetRequest, com limites no número de regras e sem JS arbitrário nas requisições. - Críticos dizem que isso remove capacidades importantes: uso de listas completas, filtragem dinâmica, injeção de scriptlets, proteções de privacidade mais granulares e algumas contramedidas anti–bloqueador de anúncios.
- Alguns argumentam que o MV3 não consegue fazer proteção robusta de privacidade em nível de URL (por exemplo, remover parâmetros de rastreamento); outros discordam ou minimizam isso.
Experiência de uso com bloqueadores MV3
- Vários usuários relatam que o uBlock Origin Lite e bloqueadores MV3 semelhantes funcionam “bem o suficiente”, inclusive no YouTube.
- Outros insistem que o Lite é claramente mais fraco: menos listas, menos controles, mais rastreamento permitido e maior vulnerabilidade a contornos da ad-tech.
- Um tema recorrente: para “99% dos usuários”, os bloqueadores MV3 parecem suficientes; usuários avançados e focados em privacidade veem uma grande regressão.
Alternativas de navegador e estratégias de bloqueio
- Forte incentivo ao Firefox e forks baseados em Firefox (Zen, LibreWolf, Waterfox, Glide), especialmente para o uBlock Origin completo.
- O Brave é frequentemente citado: bloqueio integrado no nível do mecanismo e suporte limitado ao MV2 para algumas extensões importantes; alguns duvidam da sustentabilidade no longo prazo e mencionam controvérsias passadas.
- Outras opções mencionadas: Vivaldi, ungoogled-chromium, Orion, Helium, Tor Browser, Safari com bloqueadores de terceiros.
- Muitos defendem o bloqueio em nível de DNS (Pi-hole, AdGuard Home, DNS privado) como primeira linha de defesa, mas observam que isso sozinho é insuficiente.
Preocupações com monocultura, poder e regulação
- Há críticas intensas à monocultura Chrome/Chromium: outros forks do Chromium dependem das escolhas técnicas do Google.
- Há receios de que sites passem cada vez mais a assumir o Chrome, degradando a experiência ou bloqueando navegadores que não sejam Chrome ou que não aceitem anúncios.
- Alguns veem isso como abuso de poder de mercado e lamentam a falta de respostas antitruste mais fortes, especialmente em comparação com casos anteriores da Microsoft.
Debate sobre a justificativa de segurança
- Uma justificativa alegada é a segurança das extensões e a redução da superfície de ataque.
- Muitos participantes veem isso como pretexto vindo de uma empresa de anúncios cujo modelo de negócio entra em conflito com o bloqueio forte.
- Alguns reconhecem que o MV2 tinha dívida técnica real, mas ainda veem o efeito líquido como um “nerf” dos bloqueadores de anúncios.