BMW Está Mostrando Comerciais nas Telas do Painel dos Carros como um Mimo

A decisão da BMW de mostrar anúncios em vídeo nas telas do painel dos carros está provocando reação negativa de motoristas que a veem como uma traição a uma marca supostamente premium e como parte de uma tendência mais ampla de “enshittification” em produtos conectados. Os comentadores temem que os carros estejam se tornando plataformas de publicidade e coleta de dados — muitas vezes sem qualquer forma significativa de optar por não participar —, traçando paralelos com smartphones, questionando a legalidade e a ética dessas práticas e especulando sobre bloqueadores de anúncios, soluções de direito ao reparo e a mudança para veículos menos conectados ou não ocidentais.

Reação geral aos anúncios no carro da BMW

  • Muitos comentadores veem isso como um novo e decisivo motivo para evitar BMWs ou devolver um carro recém-comprado.
  • Vários expressam uma sensação de traição de que um carro “premium” agora mostre anúncios, chamando isso de degradante para a marca e desesperado.
  • Alguns já veem faixas promocionais curtas em seus carros e chamam isso de “inaceitável”, mesmo quando são rapidamente sobrepostas pelo Android Auto.

Marca BMW, preços e declínio percebido

  • Vários comentários argumentam que a BMW passou de uma marca de luxo orientada pela engenharia para cortes de custos e preços altos, confiando em marketing em vez de substância.
  • Outros contrapõem que, independentemente da qualidade percebida, a BMW ainda é posicionada e precificada como uma marca de luxo.
  • Há debate sobre se compradores mais jovens ainda veem a BMW como luxo; alguns sugerem transporte público ou outras marcas em vez disso.
  • Preços crescentes (por exemplo, a Série 3 básica em torno de US$50 mil) são vistos como incompatíveis com anúncios intrusivos.

Anúncios, “enshittification” e propriedade

  • Há um forte sentimento de que tudo com uma tela acaba se tornando uma plataforma de anúncios; os carros estão seguindo os telefones e PCs.
  • Alguns veem isso como um resultado inevitável das exigências de crescimento de empresas de capital aberto; outros apontam para setores (por exemplo, companhias aéreas) onde anúncios na cabine não se espalharam totalmente como prova de que isso não é inevitável.
  • Os comentadores enfatizam que os proprietários já pagaram dezenas de milhares pelo carro e se sentem cativos após a compra.
  • Vários mencionam a ideia de “adblockers para carros” e observam que deveria ser legal remover anúncios ou religar recursos (por exemplo, aquecedores de banco) para interruptores físicos.

Comparações com outras montadoras e plataformas de tecnologia

  • Há relatos de que outras marcas (Volvo com “Google Built-In”, Google agrupando promoções de filmes, bloqueio por app da VW) também empurram software indesejado, anúncios ou rastreamento.
  • Alguns dizem que “todas as montadoras são ruins”, citando relatórios de privacidade e coleta de dados.
  • Discussão sobre carros chineses versus europeus: alguns percebem os veículos chineses como melhor custo-benefício, enquanto as fabricantes europeias apostam na marca e em táticas de upsell.

Segurança, regulamentação e medos futuros

  • Mandatos de câmera de ré são citados como um fator que impulsiona telas onipresentes.
  • Reclamações sobre popups de segurança obrigatórios que demoram a desaparecer e distraem os motoristas.
  • Alguns imaginam um futuro de sequências de segurança ou rastreamento não puláveis em toda inicialização; outros descartam isso como reação especulativa exagerada.

Publicidade, sociedade e alternativas

  • Alguns propõem tornar anúncios ilegais ou fortemente restritos, observando diferenças entre regiões, mas reconhecendo efeitos macroeconômicos pouco claros.
  • Andar de bicicleta é discutido como uma alternativa ideal, mas muitas vezes impraticável devido ao clima e à infraestrutura.