App store deverá ser “dividida em duas” antes do prazo da UE para sideloading no iPhone: reportagem
A Apple supostamente está se preparando para dividir sua App Store em versões para a UE e fora da UE antes das novas regras do Digital Markets Act, que exigirão sideloading e lojas de apps de terceiros no iOS. Os comentadores avaliam as vantagens e desvantagens entre maior escolha e concorrência para os usuários, de um lado, e riscos maiores de malware, golpes e lojas de apps invasivas à privacidade, do outro. Grande parte do debate gira em torno de até onde a Apple pode ir para preservar seu modelo de comissões e controles de segurança — como notarização, avisos e restrições técnicas — sem infringir as regras anticompetição da UE.
O que uma “App Store dividida” pode significar
- Vários comentadores perguntam o que “dividida em duas” significa na prática; a segmentação atual por país já é tratada via filtragem de backend.
- Uma hipótese comum: um canal separado da App Store para a UE, cujas políticas permitam sideloading / lojas alternativas, e um canal separado para fora da UE, em parte para limitar economias de escala para lojas de terceiros.
- Não está claro como serão tratados múltiplos contas regionais, ou residentes na UE vs. fora da UE.
DMA, comissões e exclusividade
- Há debate sobre se a Apple pode:
- Bloquear apps da sua loja se eles aparecerem em lojas de terceiros (muitos acham que o DMA proíbe isso).
- Ainda cobrar comissões de 15–30% via taxas de SDK, royalties ou reporte/auditoria obrigatórios das vendas externas.
- Um lado: cobrar por ferramentas/SDKs é normal e não é anticompetitivo.
- O outro lado: reimplementar a fatia de 30% por meio de novos mecanismos de controle violaria a intenção de “mercados contestáveis e justos”.
- As multas da UE baseadas no faturamento العالمي são destacadas como a principal “força” de aplicação.
Segurança vs. abertura
- Alguns argumentam que o sideloading abrirá o iOS para o mesmo ecossistema de malware/ransomware visto no Android; outros respondem que:
- A App Store atual já está cheia de golpes.
- O que deve garantir a segurança é o sandboxing e as permissões adequados, não a exclusividade da loja.
- Um grupo forte de usuários quer permanecer inteiramente no “jardim murado” da Apple, muitas vezes citando parentes mais velhos ou menos técnicos.
- Outros enfatizam que oferecer escolha para usuários avançados não remove a segurança para quem fica nas configurações padrão.
Lojas de apps de terceiros e grandes plataformas
- Há o receio de que grandes plataformas (Meta, Amazon etc.) possam mover ou complementar seus apps por meio de suas próprias lojas para recuperar rastreamento e monetização limitados pela Apple.
- Contra-argumento: isso não aconteceu de fato no Android, onde existem lojas de terceiros, e a maioria dos usuários continua no padrão.
Avisos, atrito de UX e anti-circunvenção
- Muitos esperam que a Apple adicione avisos fortes e atrito extra para apps fora da App Store.
- Outros observam que a linguagem anti-circunvenção do DMA provavelmente proíbe degradar a qualidade ou adicionar fluxos de “assustar” não neutros especificamente para alternativas.
- Fadiga de pop-ups e modelos de aviso ineficazes (por exemplo, o UAC do Windows) são citados como riscos.
Temas mais amplos
- Tensão recorrente: liberdade do usuário vs. modelo de segurança de “ditadura benevolente”.
- Alguns veem a ação da UE como antitruste necessário; outros a veem como excesso que distorce modelos de negócio e inovação.