IBM elimina programa de recompensas por invenções de funcionários, apagando pontos em dinheiro
A decisão da IBM de eliminar seu antigo programa de recompensas para inventores e anular os “pontos” de patentes acumulados é vista tanto como uma medida de corte de custos quanto como um golpe na confiança e na moral dos funcionários. Os comentadores argumentam que os incentivos antigos já eram modestos, muitas vezes levavam a registros de patentes de baixo valor ou manipulados, e que substituí-los por um novo sistema de pontos incompatível sem honrar os prêmios anteriores efetivamente desvaloriza as contribuições dos funcionários. A mudança também provoca críticas mais amplas à cultura da IBM, às práticas de gestão e à importância estratégica em declínio dos grandes portfólios corporativos de patentes.
Percepções sobre a IBM e sua trajetória
- Vários comentadores que trabalharam na IBM a descrevem como uma sombra deprimente do que já foi, com salário baixo, excesso de trabalho e uma gestão hostil em relação a aumentos e reconhecimento.
- A IBM é vista como fortemente dependente de aquisições e consultoria, com um catálogo de produtos vasto e confuso, contendo software bugado ou abandonado (por exemplo, Maximo, QRadar).
- Observadores de longa data notam que a IBM não tem sido uma “estrela brilhante” nos negócios americanos há muito tempo, apesar de suas realizações técnicas históricas.
Mudanças no programa de recompensas por patentes
- O programa cancelado concedia pequenas recompensas em dinheiro por patente e bônus por “platôs” (por exemplo, cerca de US$ 1.200 por “platô” para múltiplas patentes de “alto valor”), o que muitos consideram pouco animador em relação ao esforço.
- A IBM está substituindo-o por “BluePoints”, mas não está convertendo os pontos de platô existentes, efetivamente apagando recompensas acumuladas e esperadas.
- Alguns veem isso como simples redução de custos e uma recuperação unilateral do que parece ser remuneração diferida; outros acham que provavelmente é legal porque esses esquemas são estruturados para evitar essa classificação.
Efeito sobre patentes e inovação
- Vários comentadores argumentam que o antigo programa incentivava a manipulação: depósito em massa de patentes de baixo valor ou “lixo”, gestores se adicionando como coinventores e o patenteamento como uma tarefa de checklist para promoção.
- Alguns celebram a mudança, esperando menos patentes inúteis e vendo isso como um ganho líquido para a sociedade.
- Outros alertam que, sem incentivos financeiros significativos, os funcionários não vão se dar ao trabalho do processo de patentear, enfraquecendo o portfólio de patentes de longo prazo da IBM.
Discussão mais ampla sobre incentivos e moral
- Muitos comparam os pagamentos da IBM com os de outras empresas (por exemplo, mais de US$ 3 mil por patente, bônus significativos ou estruturas de prêmios relevantes) e consideram as recompensas da IBM desmotivadoramente baixas.
- Consenso ao longo da discussão: esquemas de bônus triviais ou opacos prejudicam mais a moral do que ajudam; às vezes é melhor não ter programa algum do que ter um insultante.
- Vários destacam que patentes muitas vezes servem a litígios, licenciamento cruzado e aparência (“contagem de patentes”), não necessariamente à inovação de produto, e que programas de incentivo a patentes frequentemente produzem resultados perversos.