Google cita 'economias de custo duradouras' enquanto o CEO Sundar Pichai alerta para mais demissões
O plano da Alphabet de obter “economias de custo duradouras” por meio de mais demissões, apesar dos lucros massivos, está gerando escrutínio sobre a liderança, a estratégia e a cultura da Google. Comentadores argumentam que a empresa contratou demais durante a pandemia e agora está cortando pessoal para agradar acionistas e financiar esforços em IA, enquanto falha em transformar seu talento técnico em novos produtos atraentes. Muitos também veem os negócios centrais da Google — especialmente a busca — perdendo qualidade e enfrentando concorrência crescente de ferramentas de IA e mecanismos de busca alternativos, o que aumenta o temor de que a empresa esteja vivendo de sucessos passados e corroendo a confiança dos usuários.
Demissões, Lucros e “Economias de Custo Duradouras”
- Muitos veem as demissões como o clássico “estão demitindo porque podem”, apontando para os grandes lucros da Google e para o excesso de contratações na era da pandemia.
- Alguns argumentam que corrigir o excesso de contratações é razoável; outros dizem que a liderança que contratou demais nunca é responsabilizada.
- Há ceticismo de que as demissões melhorem a produtividade; vários veem isso como otimização de curto prazo das ações e uma distração de problemas estratégicos mais profundos.
Liderança e Governança
- Forte crítica à liderança atual: descrita como tímida, excessivamente financeirizada e surfando o impulso dos predecessores em vez de criar novas vitórias.
- Alguns apontam o desempenho das ações como justificativa suficiente do ponto de vista do conselho/acionistas; outros dizem que ações de tecnologia comparáveis tiveram desempenho melhor.
- Debate sobre se CEO/executivos ou funcionários de “rest-and-vest” são mais culpados; vários insistem que cultura e visão são, no fim, responsabilidade da liderança.
Qualidade da Busca, IA e Concorrência
- Percepção generalizada de que a qualidade da Google Search caiu, devido ao spam de SEO, à degradação da web e às escolhas de ranqueamento da Google.
- Alguns usuários relatam ter mudado parcial ou totalmente para ChatGPT, Bard, Bing, DuckDuckGo, Kagi, Brave, etc.; outros dizem que, fora dos círculos de tecnologia, a Google ainda domina.
- Visões mistas sobre LLMs: alguns os veem como interfaces melhores, outros alertam que eles também estão facilitando spam de SEO e que a monetização para os sites de origem é incerta.
- Bard/Gemini são vistos por alguns como inferiores e tardios; outros afirmam que o Bard já é melhor que o ChatGPT para o uso deles.
Estratégia de Produto, Inovação e Cancelamentos
- Muitos acham que a Google vive do Search/ads e focou demais em copiar concorrentes (Google+, Shopping, mensagens, Shorts, Cloud) em vez de inovação real.
- Cancelamentos repetidos de produtos (por exemplo, Stadia, Domains, iniciativas de hardware/mensageria) são vistos como algo que corrói a confiança e desestimula a adoção de novos produtos da Google.
Cultura, Moral e Uso de Talento
- Relatos de funcionários com pouco o que fazer e de excesso de processo, pensamento de grupo e política interna.
- Alguns temem que demissões e disputas internas por poder estejam destruindo a cooperação e a cultura de longo prazo.
- Comentadores argumentam que, com o talento e os recursos da Google, a falha em gerar novos produtos de sucesso reflete falhas organizacionais e de produto/marketing, não falta de capacidade de engenharia.
Cloud e Outras Experiências
- As opiniões sobre o Google Cloud estão divididas: alguns o chamam de terrível; outros elogiam sua UX e clareza em comparação com concorrentes.
- Anedotas sobre a degradação do desempenho do assistente de voz reforçam a sensação de estagnação ou regressão dos produtos.