Mozilla diz que as novas regras de navegador da Apple são "tão dolorosas quanto possível" para o Firefox

A resposta da Apple às novas regras da UE sobre competição de navegadores no iOS é amplamente vista como “conformidade maliciosa”, já que limita motores de navegador não-WebKit, como o Gecko do Firefox, a builds apenas para a UE, forçando efetivamente navegadores rivais a manter duas bases de código separadas enquanto a Apple continua usando uma só. Os comentaristas debatem se regulações da UE como o Digital Markets Act, regras de consentimento no estilo GDPR e o mandato do USB‑C melhoram de fato a concorrência e os direitos do consumidor ou apenas produzem contornos, dark patterns e inconveniência para os usuários. Por trás disso está um argumento mais amplo sobre bloqueio de plataforma, escolha do usuário versus “jardins murados” e quão agressivamente os reguladores devem intervir nos modelos de negócio das Big Tech.

Conformidade da Apple com a DMA e Regulação da UE

  • Muitos veem as mudanças da Apple em relação ao motor de navegador, válidas apenas para a UE, como “conformidade maliciosa”: obedecer tecnicamente à DMA enquanto preserva em outros lugares as vantagens da App Store e do Safari.
  • Alguns esperam grandes multas sob as leis da UE (DMA/DSA), mas outros argumentam que, se a Apple cumprir a letra da lei, penalidades sérias são improváveis e os processos judiciais levarão muitos anos.
  • Discussão sobre a elaboração de leis na UE: termos amplos e vagos (“razoável”) são intencionais para resistir a contestações judiciais e permitir aplicação flexível, mas também dão à Apple margem para manobrar.
  • Debate sobre se os reguladores da UE realmente priorizam a “intenção” em vez de uma leitura textual estrita; os tribunais são descritos como focados בעיקרamente na letra da lei.

Firefox, Motores de Navegador e as Restrições da Apple

  • A queixa da Mozilla: restringir o novo BrowserEngineKit da Apple a aplicativos apenas da UE força navegadores independentes a manter duas implementações (WebKit globalmente, seu próprio motor apenas na UE).
  • Alguns argumentam que a Apple está apenas respondendo a regras específicas da UE e não deve mudanças globais; outros chamam essa assimetria de anticoncorrencial porque a Apple usa um único motor (WebKit) em todo lugar.
  • Contra-argumento: navegadores não são obrigados a usar seus próprios motores na UE, então a Mozilla poderia manter o Firefox atual baseado em WebKit e evitar o custo extra — mas isso frustraria o objetivo de oferecer o “Firefox de verdade” no iOS em todo o mundo.

PWAs vs Aplicativos Nativos

  • Um lado argumenta que o fraco suporte da Apple a PWAs (e a qualidade do Safari) sufoca aplicativos web e reforça a App Store.
  • Outros observam que PWAs também não decolaram no Android, apesar de menos restrições, citando desempenho, fragmentação de dispositivos e incentivos de ad-tech que favorecem aplicativos nativos.

Banners de Cookies, GDPR e “Conformidade Maliciosa”

  • Muitos culpam os banners de cookies pela interpretação hostil do GDPR pela ad-tech, e não pela lei em si.
  • Alternativas sugeridas: respeitar o Do Not Track, usar apenas cookies necessários por padrão, remover rastreamento de terceiros ou fornecer prompts simples e simétricos de “permitir/recusar”.
  • Outros criticam os formuladores de políticas da UE por não anteciparem dark patterns e por seguirem lentamente; alguns mencionam medidas iminentes para proibir interfaces do tipo “aceitar grande / recusar escondido”.

USB‑C e Mandatos de Hardware

  • Os defensores elogiam a exigência da UE pelo USB‑C como uma vitória clara: menos cabos proprietários, recarga mais fácil entre dispositivos e possíveis benefícios colaterais no mundo todo.
  • Os críticos não gostam de substituir cabos Lightning que funcionam e de lidar com capacidades confusas dos cabos USB‑C, vendo isso como incômodo regulatório e lixo eletrônico.

Jardins Murados, Propriedade do Dispositivo e App Stores

  • Alguns querem leis de “no‑tether”: se você compra um dispositivo, deve poder romper os laços com o fornecedor e ainda usá-lo (incluindo sistemas operacionais alternativos e app stores).
  • Outros defendem ecossistemas fortemente controlados (como o iOS) como valiosos para segurança e privacidade e argumentam que forçar abertura pode enfraquecer esses benefícios.
  • Debate sobre se smartphones são computadores de uso geral (logo, deveriam ser abertos) ou mais parecidos com aparelhos fechados.

Finanças da Mozilla e a Justiça do Ônus

  • Vários comentaristas questionam as reclamações da Mozilla sobre o custo de implementações duplas, dado o alto salário executivo divulgado, sugerindo um problema de priorização.
  • Outros respondem que as escolhas de design da Apple estão impondo aos concorrentes um centro de custos artificial e desnecessário; mesmo que a Mozilla pudesse realocar dinheiro, o ônus estrutural permanece.