Atualização do Desenvolvimento do GIMP
A atualização mais recente do desenvolvimento do GIMP, incluindo camadas de filtro não destrutivas, um novo formato de arquivo de projeto em “XML compactado” e o autosave planejado, renovou o interesse no editor de imagens open source de longa data. Os comentaristas avaliam os trade-offs técnicos do novo formato (em comparação com XCF, OpenRaster, SQLite e JSON) e debatem o papel do GIMP como alternativa ao Photoshop, especialmente em torno de desempenho, compatibilidade com versões anteriores e fluxos de trabalho profissionais. Uma grande parte da conversa se concentra na UI e na cultura de UX controversas do GIMP, contrastando-o com ferramentas como Krita, Blender e Photoshop e questionando se escolhas de design enraizadas estão impedindo uma adoção mais ampla.
Status do Projeto e Histórico
- O fork Glimpse do GIMP parece estar efetivamente morto: não há commits há anos e o site está fora do ar.
- O próprio GIMP é visto como estável, duradouro e notavelmente compatível com versões anteriores (por exemplo, arquivos XCF muito antigos ainda abrem corretamente).
Novos Recursos e Mudanças no Formato de Arquivo
- As camadas de filtro não destrutivas no 3.x são amplamente elogiadas, especialmente por pessoas que vêm do Photoshop ou do Krita.
- Um novo formato de projeto “XML compactado” está planejado para substituir o XCF clássico:
- Os defensores observam que ele se alinha com padrões comuns (Office, OpenOffice, Ableton, muitos jogos usando arquivos compactados de dados estruturados).
- Os críticos chamam o XML compactado de lento, ruim para acesso aleatório, e sugerem SQLite ou algo semelhante em vez disso; outros questionam a escolha de XML em vez de JSON.
- Os desenvolvedores do GIMP dizem que o novo formato se integra ao GEGL, de modo que os GeglBuffers se sincronizam automaticamente com o disco, permitindo autosaves rápidos e atualizações incrementais.
- O OpenRaster é visto como insuficiente porque não cobre todos os recursos do GIMP (por exemplo, filtros não destrutivos) e o suporte atual é via um plugin.
Autosave, Propriedade e Confiabilidade
- O autosave é bem-vindo, especialmente para projetos grandes.
- Vários comentários elogiam o GIMP pela propriedade dos arquivos e pela longevidade em comparação com ferramentas na nuvem como o Canva, onde fazer backup dos originais é difícil.
- Usuários de longa data relatam alta confiabilidade e resistência à “enshittification”.
Desempenho e Empacotamento
- Um usuário relata inicialização de 14 segundos no Ubuntu 26.04; outros notam inicializações subsequentes mais rápidas e suspeitam da sobrecarga do empacotamento snap.
UI/UX, Fluxo de Trabalho e Curva de Aprendizado
- UI/UX é a principal controvérsia:
- Muitos descrevem o GIMP como poluído, inconsistente e difícil de descobrir em comparação com Krita, Photoshop, Affinity ou Figma.
- Outros argumentam que qualquer ferramenta profissional (Photoshop, Blender, Darktable, etc.) tem uma curva íngreme, e o GIMP é semelhante depois de aprendido.
- O comportamento de Salvar vs Exportar é um ponto de atrito:
- O GIMP força o salvamento do projeto em XCF e separa “Salvar” (XCF) de “Exportar” (JPEG/PNG/etc.).
- Usuários casuais que querem edições rápidas e destrutivas acham isso revoltante e não intuitivo.
- Alguns defendem a distinção como crucial para evitar perda de dados; outros propõem prompts mais inteligentes ou menos intrusivos.
- Pontos específicos de dor incluem limites de camadas, seleção de camadas pela ferramenta de mover, perda de foco da tela e comportamento de painéis; alguns apreciam a flexibilidade dos painéis e a estabilidade de longo prazo da UI.
Comunidade, Governança e Comparações
- Comparações com o Blender são frequentes:
- O Blender é citado como exemplo de melhoria radical da UX para atender às expectativas da indústria; críticos dizem que o GIMP não teve uma “epifania” semelhante.
- Alguns veem a cultura do GIMP como resistente a mudanças de UX e desdenhosa (“patches welcome”), enquanto outros observam um rastreador de UX ativo e mudanças recentes orientadas por UX que às vezes incomodam usuários existentes.
- O Krita é visto por muitos como uma alternativa FOSS mais intuitiva, embora alguns ressaltem que ele é voltado mais para pintura digital do que para edição geral de imagens.
- O nome “GIMP” é controverso: alguns o acham inteligente, outros o consideram ofensivo ou embaraçoso, chamando-o de autossabotagem.