Sair do VMware ficou mais difícil depois que a Broadcom removeu os downloads do VDDK
A retirada pela Broadcom dos downloads públicos do VMware Virtual Disk Development Kit (VDDK) é vista como uma medida deliberada para dificultar a migração em larga escala para fora do VMware, já que muitas ferramentas de backup e migração dependem dele para acessar e converter discos de máquinas virtuais de forma eficiente. Os comentaristas contrastam o histórico conjunto de recursos empresariais fortes do VMware com alternativas como Proxmox, Hyper‑V, Nutanix, OpenStack e KVM, debatendo onde cada uma se encaixa por escala, necessidades de suporte e restrições regulatórias. A mudança é amplamente citada como um exemplo clássico de lock‑in de fornecedor e de compressão de produto movida por lucro de curto prazo, fortalecendo o caso de infraestrutura open source ou menos proprietária, apesar da complexidade inicial de sair do VMware.
Acesso ao VDDK e soluções alternativas
- A Broadcom removeu os downloads públicos do VDDK; o VMware agora, segundo relatos, o fornece apenas diretamente a fornecedores de backup.
- Isso complica migrações e backups automatizados em larga escala que dependiam do acesso bruto ao disco do VDDK, do tratamento de sparsity e do change block tracking.
- Usuários mencionam um torrent do archive.org (e um link magnet) como uma solução alternativa não oficial.
Proxmox vs VMware em diferentes escalas
- Muitos comentaristas dizem que a maioria dos usuários de VMware (especialmente PMEs e home labs) poderia ter usado Proxmox há anos e evitado o caos das licenças.
- Outros argumentam que o Proxmox só recentemente se tornou viável em escala; versões mais antigas careciam de recursos e tinham limites de tamanho de cluster que o tornavam mais fraco que vSphere/vCenter para implantações grandes.
- Alguns veem o Proxmox como nível “home lab / SMB”, ainda não verdadeiramente enterprise; outros operam clusters substanciais de Proxmox (centenas de VMs, workloads k8s) com bons resultados.
- O suporte empresarial é um ponto de atrito: alguns chamam o Proxmox de “amateur hour”, enquanto outros apontam o novo suporte 24/7 e o benefício de uma pilha totalmente aberta.
Outras plataformas e considerações de escala
- Alternativas mencionadas: Hyper‑V, Nutanix, OpenStack, KVM/libvirt, XCP‑ng, Red Hat OpenShift Virt, opções de private cloud da Dell.
- O Nutanix é visto como o análogo mais próximo do VMware; o OpenStack é mais poderoso, mas muito mais complexo.
- Em escalas muito grandes (milhares a >100k VMs), pessoas descartam o Proxmox e enfatizam ferramentas industriais e equipes dedicadas.
- Alguns relatam que o Hyper‑V “simplesmente funciona”, enquanto outros criticam suas ferramentas fragmentadas e o empurrão para o System Center.
Complexidade da migração
- Converter VMDKs com
qemu-imgé tecnicamente possível, mas os comentaristas ressaltam que, em escala e com downtime mínimo, isso não é trivial. - Exportações manuais para centenas ou milhares de VMs são vistas como irrealistas; migrações baseadas em agentes podem exigir muitas contas privilegiadas e ter altas taxas de falha.
- Alguns descrevem migrações que levam meses e mudanças de fim de semana inteiro para VMs com vários TB.
Reações de negócios, legais e estratégicas
- A Broadcom é amplamente caracterizada como explorando o VMware como uma vaca leiteira por meio de aumentos de preço e lock‑in, sacrificando valor de longo prazo.
- Alguns argumentam que grandes empresas aceitam isso como o preço da mitigação de risco, do suporte do fornecedor e da fungibilidade da equipe.
- Outros veem isso como um conto de advertência contra o lock‑in proprietário e um forte argumento para open source e expertise interna.
- Há menções a processos sobre licenças “perpétuas” e possíveis queixas concorrenciais/regulatórias.